Galeria Leme

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ARTISTA TIAGO SAN’TANA GANHA BOLSA ZUM/IMS DE FOTOGRAFIA

O artista baiano Tiago Sant’Ana, representado pela Galeria Leme, foi contemplado pela Bolsa de Fotografia ZUM/IMS 2021 para desenvolver o projeto “Chão de Estrelas”. Com o objetivo de fomentar a pesquisa no campo das artes visuais, especialmente da fotografia, a bolsa seleciona projetos inéditos a serem desenvolvidos ao longo de oito meses. O resultado final fará parte da Coleção de Fotografia Contemporânea do Instituto Moreira Salles.


O eixo principal de “Chão de estrelas” é a investigação sobre estratégias de fuga e libertação no período colonial brasileiro, entendendo a reverberação dessas táticas num imaginário representacional na contemporaneidade. “Esse projeto faz parte de um ensejo em tentar reimaginar a história e a memória do Brasil a partir de uma perspetiva que foge de um modelo de história única que foi produzida, sobretudo, sob uma visão eurocentrada”, diz o artista.


Através da criação de imagens ficcionais inspiradas em narrativas locais e/ou ditados populares, o projeto prevê a criação de uma espécie de “inventário imagético de fuga” composto por quatro fotografias e um videoarte.

11 meses atrás

ARTISTA RAPHAEL ESCOBAR FALA SOBRE SEUS TRABALHOS NA MOSTRA “JANELAS PARA DENTRO”

Foto: Ana Pigosso

Atualmente em cartaz na mostra “Janelas para Dentro”, as obras “Os que não sabem o que acontece” e “Micha #2: Casa Leme”, do artista Raphael Escobar, estabelecem diálogos e tensionamentos com o conceito arquitetônico da casa residencial que abriga a mostra. Projetada por Paulo Mendes da Rocha na década de 1970, a casa foi concebida através de uma ideia de integração com o espaço público, noção que é questionada pelo artista dentro do contexto social em que a construção está inserida.

As duas obras tiveram como inspiração relatos de jovens que cumpriam medidas socioeducativas na Fundação Casa, onde o artista atuou como educador. “Os jovens compartilhavam comigo que entravam e roubavam as casas do Morumbi. Então, quando fui convidado a participar da exposição não saiam da minha cabeça esses relatos. O que aconteceria se um desses jovens entrassem nessa casa?”, comenta o artista.

No primeiro trabalho, localizado na frente da residência, lê-se os dizeres “Os que não sabem o que acontece” num letreiro comumente visto em fachadas de prédios. “Esse letreiro funciona como um prólogo da casa e reforça o caráter privado do espaço e é uma referência ao que acontece à noite, quando essas casas são frequentadas sem que ninguém saiba. A frase foi tirada de um rap do Sabotage, Um bom lugar, em que ele diz: Há três tipos de gente/ Os que imaginam o que acontece/ Os que não sabem o que acontece/ E nós que faz acontecer“, comenta o artista. 

Já num segundo momento, ao passar pela porta da casa, pode-se ver uma espécie de “porta-chaves”. Nele, o artista posicionou cópias de chaves e uma micha – tipo de chave padrão frequentemente utilizada para destravar variados modelos de fechaduras. 

Foto: Ana Pigosso

As duas obras evidenciam questões de classe e criam um diálogo com a arquitetura de Paulo Mendes, como pontua o curador Guilherme Wisnik no texto da mostra: “[…] esta mostra busca dialogar criativamente com os ambientes da casa, que já é, em si, uma obra de arte. Diálogos que funcionam tanto por afinidade como por subversão, estabelecidos aqui por artistas que operam com a temática da cidade e incorporam em seus trabalhos os problemas e os elementos da esfera urbana, criando curtos-circuitos e atravessamentos entre polaridades como o urbano e o doméstico, o cotidiano e o monumental, o formal e o informal, a elite e a periferia.”

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Serviço

Endereço: Rua Circular do Bosque, 628 / São Paulo

Datas: 29 agosto – 10 outubro 2021

Visitação (apenas com agendamento prévio): Sábado – Domingo, 12h–-17h

11 meses atrás

MARCIA DE MORAES ABRE PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL NO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – SÃO PAULO

Marcia de Moraes. Episódio 3, 2021. 150 x 300 cm

Neste sábado (28/08), abre a primeira exposição individual de Marcia de Moraes, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Intitulada “A Terceira”, a mostra reúne 23 obras inéditas da artista, que segue explorando o desenho e suas possibilidades através da colagem e da tridimensionalidade. Ocupando o subsolo do CCBB-SP e também o antigo cofre da agência, a exposição conta com texto crítico da psicanalista e crítica de arte Bianca Coutinho Dias.

O nome da exposição é uma referência à conferência feita por Jacques Lacan no VII Congresso da Escola Freudiana de Paris, no dia 1º de novembro de 1974. Na conferência que também recebeu o nome “A Terceira”, Jacques Lacan trata de um ponto central para a psicanálise: a maneira singular como cada sujeito escreve um corpo.  “Dentro da minha interpretação, ele falou sobre o aquilo que não cabe dentro das pessoas. Provavelmente ele está falando de pulsões emocionais, mas no meu caso, eu transponho isso para o desenho, quando eu digo que o que eu desenho é aquilo que não cabe dentro de mim” comenta a artista.

“Marcia de Moraes revela que há maneiras de se desdobrar o corpo, de ficcionalizar o que nele incide. Avançando pela produção da artista vemos que um léxico é inventado, e o desenho, que começa sem projeto prévio, encontra caminho na surpresa e no espanto. As perguntas que seus desenhos e colagens sustentam encontram-se nas entranhas e nas vísceras, no dentro e no fora, na superfície e na espessura das coisas. Até onde o corpo suporta? Como se escreve um corpo? De que matéria somos constituídos?”, detasca a curadora Bianca Coutinho Dias.

A Terceira, de Marcia de Moraes

De 28 de agosto de 2021 a 04 de outubro de 2021. 

Todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças.  

Reserve seu ingresso pelo app ou pelo site Eventim.


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11 meses atrás

SANDRA GAMARRA PARTICIPA DE MESA ONLINE SOBRE SUA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL “PRODUCCIÓN/REPRODUCCIÓN”

Nesta terça-feira (24/08), às 17 horas,  a artista Sandra Gamarra participa do “Conversatorio de apertura” , no Museu de Arte de Lima – MALI. Com transmissão online via facebook, a iniciativa busca abordar os principais conceitos da exposição individual da artista, “Produção/Reprodução”. Além de Sandra, participam Luis Eduardo Wuffarden, Antoine Henry-Jonquères e Natalia Sobrevilla. 

“Produccíón/Reproducción” se debruça sobre um aspecto habitualmente relegado: o papel subordinado, mas essencial, das mulheres na produção e reprodução das forças de trabalho. Na mostra, a artista reuniu reproduções feitas numa oficina de copistas na China das chamadas pinturas de miscigenação, encomendadas pelo vice-rei Manuel de Amat y Junyent e enviadas ao rei da Espanha, Carlos III em 1770. Nelas, Sandra acrescentou citações de diferentes pensadoras feministas contemporâneas.

Para acompanhar o debate, clique aqui.

Sobre a artista

Sandra Gamarra, é a criadora do Museu fictício de Arte Contemporânea de Lima, uma coleção imaginária de pinturas com o merchandising que as acompanhada com base em suas reproduções pintadas à mão de obras de seus contemporâneos. O método de apropriação de Gamarra levanta questões sobre aspectos como a autenticidade e o status de réplicas. Uma parte significativa do trabalho de Gamarra incide sobre os mecanismos do mundo da arte, incluindo o mercado de arte, exposições e processos criativos, explorando a sua realidade e funcionamento. Outro aspecto que tem fascinado a artista é o paralelo entre as experiências artísticas e místicas.

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11 meses atrás

REBECA CARAPIÁ PARTICIPA DA 3ª FRESTAS – TRIENAL DE ARTE DO SESC SOROCABA

Rebeca Carapiá na montagem da instalação "Campo Elétrico 01: Raiva, Sal, Saúde e Tempo", na 3ª Frestas - Trienal de Artes do Sesc Sorocaba

Neste sábado (21/08) ocorre a abertura da 3ª Frestas – Trienal de Artes do Sesc Sorocaba, com curadoria de Diane Lima, Beatriz Lemos e Thiago de Paula Souza. Intitulada “O rio é uma serpente”, a mostra busca olhar para as formas de existência não hegemônicas e os caminhos que elas inventam. Assim, apresenta obras de 53 artistas e coletivos de diferentes nacionalidades, dentre elas Rebeca Carapiá, representada pela Galeria Leme. 

Indicada ao prêmio PIPA online 2021, a artista apresenta a instalação “Campo Elétrico 01: Raiva, Sal, Saúde e Tempo”. Composta por 30 esculturas de cobre maciço em bases de ferro, Rebeca trabalha a materialidade do metal. Considerando o cobre como um condutor de energia, a artista propõe um diálogo invisível e espiritual entre a obra e os corpos que a experienciam: “aqui se cria um espaço de atração e repulsão, onde você pode deixar alguma coisa e receber alguma coisa também. O cobre tem essa capacidade de eletrificar e de induzir e de possibilitar a mudança, o movimento”, destaca a artista. 

A instalação é um desdobramento de sua pesquisa iniciada na série “Como colocar ar nas palavras”, na qual Rebeca constrói uma escrita a partir das torções do cobre: “eu crio uma escrita para dizer sem explicar, assim como escuto a força do cobre enquanto ele vai sendo envergado, dobrado e retorcido”.

Para saber mais acesse: https://frestas.sescsp.org.br/

Instagram: @frestas.trienal.artes

Detalhe instalação "Campo Elétrico 01: Raiva, Sal, Saúde e Tempo", de Rebeca Carapiá

11 meses atrás

SANDRA GAMARRA REALIZA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL
NO MUSEU DE ARTE DE LIMA

Sandra Gamarra, Producción / Reproducción, 2020

A Galeria Leme tem o prazer de anunciar a exposição “Producción/Reproducción”, de Sandra Gamarra, primeira individual da artista no Museu de Arte de Lima, no Peru. No trabalho apresentado, a artista reuniu reproduções feitas numa oficina de copistas na China das chamadas pinturas de miscigenação encomendadas pelo vice-rei Manuel de Amat y Junyent e enviadas ao rei de Espanha Carlos III em 1770. Nelas, Sandra acrescentou citações de diferentes pensadoras feministas contemporâneas.

O significado de “Producción/Reproducción” se debruça sobre um aspecto habitualmente relegado: o papel subordinado mas essencial das mulheres na produção e reprodução das forças de trabalho.

As obras também passam a integrar a coleção do Museu de Arte de Lima.


Para saber mais acesse: https://mali.pe/

Acesse texto curatorial (Espanhol)

11 meses atrás

LUIZ BRAGA: MÁSCARA, ESPELHO E ESCUDO

Barqueiro Azul, 1992

Com curadoria de Paulo Miyada e Priscyla Gomes, a exposição realizada no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, reúne pela primeira vez um conjunto de retratos em cores feitos por Luiz Braga nas últimas quatro décadas. Com abertura no dia 13 de agosto, a mostra ocorre até o dia 12 de dezembro.

Nascido em Belém, Pará, Luiz Braga é conhecido como o cronista das cores e dos signos cotidianos do Pará. Adentrando a realidade periférica paraense, o artista registra de maneira singular a atmosfera amazônica e um cotidiano muitas vezes negligenciado pela classe média local. O envolvimento do artista ao longo dos anos com a população criou uma cumplicidade que torna possível seus retratos. A fotografia, escreveu Luiz Braga, é máscara, espelho e escudo. É uma mediação, uma zona de contato em que aquele que registra e seu retratado estabelecem um diálogo complexo.

Acesse o site do Instituto Tomie Ohtake para saber mais

1 ano atrás

RAPHAEL ESCOBAR E FREDERICO FILIPPI PARTICIPAM
DA EXPOSIÇÃO COLETIVA “DIZER NÃO”

Há uma pergunta insistente martelando hoje na cabeça de artistas, produtores e pensadores da cultura no Brasil: como reagir às barbaridades do presente? Do negacionismo do governo em relação à pandemia às mentiras deslavadas sobre a política ambiental do país; da condescendência com posturas racistas, transfóbicas, homofóbicas e misóginas à tentativa de flexibilização da posse de armas – até quando vamos tolerar que pessoas sejam mortas, pela covid-19, pela violência contra as minorias, pelas políticas ambientais que destroem, com uma canetada só, uma comunidade inteira, ou mesmo pela “insegurança alimentar” (novo nome da fome, velha conhecida do Brasil)?

​É possível, neste momento, articular uma resposta crítica a partir do campo da cultura? Voltar a pôr a arte no debate público para que ela talvez consiga fazer, por seu questionamento agudo, pelas imagens que cria, pelos afetos que mobiliza, uma crítica ampla e contundente da situação em que nos encontramos? Como continuar produzindo, exibindo publicamente e financiando os projetos atuais? Como pensar nisso tudo quando, muitas vezes, a própria sobrevivência está em risco? Como trabalhar numa época de isolamento social, em pleno desmonte dos precários modos de financiamento das ações artísticas, num momento em que o governo rotula os artistas de “vagabundos”? Não seria necessário parar tudo, negar-se a continuar, a fazer qualquer coisa, numa espécie de recusa radical de tudo o que esse poder instituído representa?

​São estas as perguntas a que este projeto se dirige: pode a arte Dizer Não? O que é viável colocar em marcha hoje? E, como fazê-lo? É possível refletirmos, em conjunto, sobre o que os artistas e demais agentes culturais devem – num sentido ético – fazer ou não fazer? O que cabe a nós nessa situação? Quais os limites de nossas ações?

​É nessa oscilação constante, entre o fazer e o não fazer, que este projeto tomou forma. É entre a vontade de lutar e o luto que nos é imposto cotidianamente, entre a aposta na importância das experimentações simbólicas, de linguagem, de pensamento e o confronto com a morte, com a insignificância da vida, que avançamos e retrocedemos. É preciso continuar. Não posso continuar. É preciso continuar. Vou então continuar. Assim mesmo, ecoando as linhas finais de Beckett em O Inominável, que voltamos e avançamos em movimentos oscilantes, ambíguos, atordoados. 

​Contrariando o discurso que apressadamente decretou a obsolescência das exposições físicas, decidimos tentar mais uma vez. Insistindo na presença do objeto, na possibilidade da fruição corporal, no contato com a matéria. Mesmo num período em que os encontros entre sujeitos tenham de ser rigorosamente regulados. Como organizadores, nós nos propomos a construir, com a ajuda de cada artista que topar a empreitada, duas plataformas complementares: espaço do galpão na Barra Funda e um site. Aqueles que não se sentem inclinados a participar de uma delas podem contribuir com a outra. As declinações deste nosso convite também podem ser compartilhadas publicamente no site, como formas de “Dizer Não”.

​Além deste texto, que apresenta os princípios do projeto, gostaríamos de indicar um grupo de obras – algumas bem conhecidas – que foram presentes no processo de construção dessa proposta. Elas serviram como base conceitual e compõem uma espécie de núcleo, lembrando-nos de que aspectos daquilo a que estamos nos dirigindo já apareceram no trabalho de outros artistas. Cildo Meireles, Fiat Lux: o Sermão da Montanha; Francis Alÿs, Paradox of Praxis 1: Sometimes Making Something Leads to Nothing; Jota Mombaça, Veio o Tempo em que por Todos os Lados as Luzes Dessa Época Foram Acendidas; Juçara Marçal, Encarnado e Regina José Galindo, Monumento a las Desaparecidas.

​Este não é um convite para participar de uma mostra, mas uma proposta de estarmos juntos. Na medida de nossas próprias limitações e das limitações do tempo em que vivemos. Por meio do projeto  tentamos tornar público o que está sendo pensado e produzido nestes tempos sombrios apostando que podemos construir um grande Não em conjunto. 

ORGANIZADORES

Adriana Rodrigues, Edu Marin, Érica Burini e Thaís Rivitti

ARTISTAS

Adriano Machado, Ana Dias Batista, André Komatsu, Bertô, Bruna Kury e Gil Porto Pyrata, Cildo Meireles, Clara Ianni, Craca e Raphael Franco, Cuca Ferreira, Daniel Jablonski, Denise Alves-Rodrigues e Pablo Vieira, Edu Marin, Elizabeth Slamek, Fernando Burjato, Flora Leite, Frederico Filippi e C. L. Salvaro, Graziela Kunsch, Isael Maxakali, JAMAC, João Loureiro, Juçara Marçal, Kadija de Paula & Chico Togni, Kauê Garcia, Laura Andreato e MuitasKoisas, Leda Catunda, Lia Chaia, Lícida Vidal, Lucimélia Romão, Marcelo Amorim, MUSEUL*RA, Paola Ribeiro, Rafael Amorim, Raphael Escobar, Regina José Galindo, Rochelle Costi, Shima, Sol Casal, Vânia Medeiros, Wagner Pinto

DESIGNERS

Elizabeth Slamek, Lia Assumpção, Roberta Cardoso

QUANDO

De 22 de Julho a 19 de Setembro de 2021

ONDE

Rua Cruzeiro, 802 – Barra Funda. São Paulo – SP

APOIO

Ateliê 397

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1 ano atrás

JAIME LAURIANO PARTICIPA DA MOSTRA “ZONA DA MATA”,

NO MAC USP E MAM

Confira o release:

Zona da Mata corresponde geograficamente à faixa litorânea da região nordeste do Brasil, paralela ao Oceano Atlântico, que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia. Trecho da Mata Atlântica original, hoje quase extinta na região, foi solo fértil explorado de modo predatório. Porta de entrada para a colonização, é historicamente um território de conflito, instaurado no modo de invasão e ocupação, matriz de destituição dos povos originários e da diáspora afro no país.

Essa exposição adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, no enfrentamento necessário do desafio de tratarmos da violenta constituição de nosso território. Frente à exploração predatória de pessoas e lugares, como restituir dignidade ao que precisamos reconhecer como nossa morada? É incontornável repactuar nossa condição humana na indissociável relação entre cultura e natureza.

Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o País. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente.

A exposição se organiza em quatro partes em diferentes espaços e com distintas temporalidades. Por isso, nunca estamos diante da totalidade da mostra, mas apenas de fragmentos. Ocorre no MAC USP (5o. andar ala B e térreo) durante toda a extensão de tempo e no MAM (na sala de vidro em dois tempos). Usufrui da condição de necessário atravessamento, mais ágil no percurso feito a pé do que motorizado, para articular os dois pontos avizinhados, desconectados a posteriori do projeto de transformação do Ibirapuera em 1954, onde originalmente se encontrava uma mata alagadiça – “mata que já foi mata” em Tupi Guarani. Intenta um ir-e-vir aderente ao chão da cidade, endereçada ao presente e ao porvir, no pacto indissociável de uma paisagem compartilhada e simultaneamente desviada, a partir da singularidade vibrante de cada obra convidada e do acervo de ambas as instituições que integram essa mostra-paisagem.

Ana Magalhães
Cauê Alves
Marta Bogéa
Curadores

1 ano atrás