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JAIME LAURIANO PARTICIPA DA MOSTRA “ZONA DA MATA”,

NO MAC USP E MAM

Confira o release:

Zona da Mata corresponde geograficamente à faixa litorânea da região nordeste do Brasil, paralela ao Oceano Atlântico, que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia. Trecho da Mata Atlântica original, hoje quase extinta na região, foi solo fértil explorado de modo predatório. Porta de entrada para a colonização, é historicamente um território de conflito, instaurado no modo de invasão e ocupação, matriz de destituição dos povos originários e da diáspora afro no país.

Essa exposição adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, no enfrentamento necessário do desafio de tratarmos da violenta constituição de nosso território. Frente à exploração predatória de pessoas e lugares, como restituir dignidade ao que precisamos reconhecer como nossa morada? É incontornável repactuar nossa condição humana na indissociável relação entre cultura e natureza.

Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o País. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente.

A exposição se organiza em quatro partes em diferentes espaços e com distintas temporalidades. Por isso, nunca estamos diante da totalidade da mostra, mas apenas de fragmentos. Ocorre no MAC USP (5o. andar ala B e térreo) durante toda a extensão de tempo e no MAM (na sala de vidro em dois tempos). Usufrui da condição de necessário atravessamento, mais ágil no percurso feito a pé do que motorizado, para articular os dois pontos avizinhados, desconectados a posteriori do projeto de transformação do Ibirapuera em 1954, onde originalmente se encontrava uma mata alagadiça – “mata que já foi mata” em Tupi Guarani. Intenta um ir-e-vir aderente ao chão da cidade, endereçada ao presente e ao porvir, no pacto indissociável de uma paisagem compartilhada e simultaneamente desviada, a partir da singularidade vibrante de cada obra convidada e do acervo de ambas as instituições que integram essa mostra-paisagem.

Ana Magalhães
Cauê Alves
Marta Bogéa
Curadores

3 dias atrás

Vivian Caccuri apresenta Bass Mass na High Line Art

Bass Mass, 2021

Convidada para o programa “The Musical Brain” da High Line Art, Vivian Caccuri apresenta a obra “Bass Mass”, 2021, em Nova York, EUA.

Em exibição no parque High Line até março de 2022, “Bass Mass” é um desdobramento da obra “Odebrecht SoundSystem”, 2016, também de Vivian Caccuri. A instalação sonora da artista, composta por um sistema de som do funk carioca (geralmente chamado de “paredão”) e coberto com vidros espelhados, semelhantes aos utilizados em prédios da região, está localizada abaixo do Standard Hotel. Ao longo do programa, apresentações de dança e música serão realizados em conjunto com a obra, tendo trilha sonora composta por Vivian Caccuri e o produtor musical Mulú.

Odebrecht soundsystem, 2016

1 mês atrás