Galeria Leme

English Instagram

CALDER NOW: A INFLUÊNCIA DURADOURA E INCONFUNDÍVEL DE ALEXANDER CALDER

No dia 21 de Novembro abre a exposição coletiva Calder Now, no Kunsthal Rotterdam, na Holanda. Com curadoria de Dieter Buchhart, Anna Karina Hofbauer e a Fundação Calder, a mostra explora a influência duradoura e inconfundível do mestre em escultura Alexander Calder na arte contemporânea, colocando mais de vinte esculturas suas ao lado de obras de dez proeminentes artistas: Olafur Eliasson, Žilvinas Kempinas, Simone Leigh, Ernesto Neto, Carsten Nicolai, Aki Sasamoto, Roman Signer, Monika Sosnowska, Sarah Sze e Rirkrit Tiravanija. A mostra encerra para visitação em maio de 2022. 

Alexander Calder (Estados Unidos, 1898-1976) instigou muitas inovações artísticas revolucionárias. Em sua busca para ir além das três dimensões espaciais – tornando a quarta dimensão do tempo um elemento proeminente e indispensável de sua obra – Calder conseguiu transformar a compreensão contemporânea da escultura. Ele foi o primeiro a remover a escultura de seu pedestal, suspendendo-a no ar. Com seus móbiles dinâmicos que podiam se mover livremente no espaço, ele foi um dos pioneiros – ao lado de artistas como Marcel Duchamp e László Moholy-Nagy – do movimento de arte cinética que revolucionou a natureza estática da arte no início do século XX. Calder se tornou uma fonte de inspiração para as gerações subsequentes de artistas.

Os dez artistas internacionais em Calder Now mostram peças que não poderiam ter existido sem a precedência de vários aspectos inovadores da obra visionária de Calder. A exposição conduz o visitante por uma experiência multissensorial. Olafur Eliasson, por exemplo, usa fenômenos naturais como a luz para explorar a percepção. Simone Leigh conta histórias sobre a história da escravidão americana por meio de materiais humildes. E Monika Sosnowska transforma materiais arquitetônicos em esculturas inesperadas que desafiam a gravidade, criando novas conexões visuais entre sua arte e o espaço de exposição. O laureado com o Prêmio Calder 2007 Žilvinas Kempinas, cujas esculturas estão na intersecção da instalação e da arte cinética, vai estrear uma nova peça para ‘Calder Now’. Da mesma forma, Aki Sasamoto criará um novo trabalho performático especialmente para a exposição durante sua residência no Atelier Calder, que opera na casa e no estúdio de Calder em Saché, França. A exposição mostra como o legado de Calder continua a inspirar e informar a prática contemporânea cinquenta anos após a morte do artista. Esses artistas inovadores convidam a novas conversas e interpretações de sua obra.

SERVIÇO

Calder Now, exposição coletiva

Datas: 21.11.2021 – 29.05.2022 / terça a domingo – 10h – 17h

Local: Kunsthal – Museumpark, Westzeedijk 341 -3015 AA Rotterdam, Holanda

Tags:

2 meses atrás

FOUND MONOCHROMES, DE DAVID BATCHELOR DISCUTE A ABSTRAÇÃO NA PAISAGEM URBANA

A exposição Found Monochromes no espaço do projeto HOP/ CT20 segue em cartaz até o dia 11 de novembro. Curada por Nina Shen-Poblete, a mostra apresenta uma instalação em duas telas, de David Batchelor, com fotografias de painéis em branco, que o artista encontra nas ruas das cidades que visita, de Londres a São Paulo.

Desde 1997, David Batchelor fotografa painéis em branco, enquanto ele começou a observar como a abstração está inserida no tecido urbano, a série cresceu – contando com mais de 600 imagens – e se tornou um projeto muito mais pessoal, um mapa psicológico de cada cidade que ele visita.

Os monocromos da rua são ocasionais, muitas vezes inadvertidos e sempre temporários. Para Batchelor, são momentos de vazio em uma paisagem visual saturada; planos retangulares de nada que também podem aparecer como vazios no centro do campo de visão. Como tal, são como erros: um espaço onde não deveria haver espaço, uma ausência onde deveria haver uma presença.

SERVIÇO

FOUND MONOCHROMES, de David Batchelor

Datas: 22.10 – 11.11.2021 / terça a domingo – 11h – 17h

Onde: HOP Projects / CT20

Tags:

2 meses atrás

FREDERICO FILIPPI INTEGRA MOSTRA ECOLOGÍAS RADICALES DA BIENALSUR

A exposição Ecologías Radicales enfoca problemáticas vinculadas à exploração de recursos naturais e ao extrativismo em territórios ameaçados. Com curadoria de Benedetta Casini e Taina Azeredo, a mostra fica em cartaz até 5 de dezembro no Museo Marco, em Buenos Aires, Argentina. Como parte da programação da BienalSur, a exposição conta com trabalhos de oito artistas, dentre eles Frederico Filippi, que participa com a obra Direito de Resposta.

Direito de resposta é parte de uma trilogia de trabalhos de intervenção em espaços específicos, que são relacionados à história oficial do descobrimento da América. “Escolhi realizar intervenções na principal fonte documental deste acontecimento na Europa, quer dizer Madri, como praças, monumentos, placas comemorativas, museus, etc.”, comenta o artista. 

Frederico retirou parte de uma placa de bronze, que estava presa ao solo no complexo monumental dos Jardines del Descobrimiento [Jardins do Descobrimento] e, após derretê-la, converteu-a em outra placa com os dizeres: Al final del océano estava el abismo [Ao final do oceano estava o abismo], que foi reinserida no local. 

Esta frase contradiz outra, gravada em um dos monólitos do complexo, onde se lê: Ademas de las tres partes del mundo existe otro continente mas allá del oceano [Além das três partes do mundo existe outro continente além do oceano]. 

“Utilizando o mesmo metal como base, esta nova placa se infiltra no circuito oficial do discurso para discutir seu valor histórico como fonte de comunicação, representando também o medo medieval dos navegadores diante do abismo do desconhecido Oceano Atlântico”, complementa Frederico Filippi. 

Até março de 2015, a placa ainda não havia sido percebida e retirada pela administração.

SERVIÇO

Exposição Ecologías Radicales 

8 de outubro de 2021 a 5 de dezembro de 2021

Quarta-feira a Domingo, das 11h às 19h. Entrada gratuita 

Museo MARCO | Almirante Brown 1031, La Boca, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina


3 meses atrás

EM BUEN GOBIERNO, SANDRA GAMARRA DISCUTE AS RELAÇÕES COLONIAIS ENTRE ESPANHA E AMÉRICA DO SUL

Na exposição Buen Gobierno, que acontece em Madrid, Espanha, na Sala Alcalá, Sandra Gamarra aponta como a origem das nações latino-americanas está intimamente ligada ao nascimento da própria Espanha, partindo da pintura como narradora da história. O título Buen Gobierno tem origem no manuscrito da Primera Crónica y Buen Gobierno, escrito em 1615 por Felipe Guamán Poma de Ayala, que retrata a realidade andina colonial e pede ao Rei da Espanha, Felipe III, uma reforma do governo do vice-reinado para salvar o povo andino da exploração, das doenças e da miscigenação racial, sinônimo de desaparecimento da cultura indígena. Com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a exposição encerra dia 16 de janeiro de 2022. 

Em Cuando las papas queman [Quando as batatas queimam], série de 150 variedades de batatas pintadas sobre impressões das ilustrações do tratado de Guamán Poma de Ayala, Sandra Gamarra trabalha as diferentes visões sobre a colonização espanhola nas Américas. Nesta obra a batata, símbolo da relação comercial entre Espanha e as Américas, representa o apagamento da violência colonial. Segundo a artista, “Na Espanha, a história de conquista e violência colonial não é contada como nas Américas. Aqui, a colonização passou de um contexto imperial e suas tintas sagradas para uma relação de trocas comerciais, onde a batata ocupa um lugar primordial e suas variedades e exotismo ocultam uma parte importante e dolorosa dessa história compartilhada”.

Sandra acredita que a repetição é uma maneira de fazer com que o observador guarde a ideia que há na imagem, “Quando trabalho em série, me interessa a repetição da ação, o dizer, procuro fazer com que a ação repetitiva não seja apenas minha na hora de executá-la, mas também do próprio observador. Não pretendo que fiquem com uma imagem, mas com a ideia que há na imagem”, comenta. 

Além dos trabalhos de Sandra, integra a exposição a série de Los cuadros del mestizaje do século XVIII, muito provavelmente de Cristóbal Lozano, as cabaças gravadas Sixto Seguil Dorregaray e as máscaras de La Tunantada de Junin. 

Saiba mais acessando o site

Tags:

3 meses atrás

JOSÉ CARLOS MARTINAT EXPLORA AS CONTRADIÇÕES DA FRAGILIDADE EM EXPOSIÇÃO COLETIVA NA ITÁLIA

Foto: Eduardo Secci Gallery

O artista José Carlos Martinat participa da exposição coletiva Le contraddizioni della fragilità, em Florença, Itália. Com curadoria de Angel Moya Garcia, a mostra fica em exibição na Eduardo Secci Gallery até seis de novembro. 

A exposição foca no tema da fragilidade e seus declínios, explorando as contradições que se escondem na sua definição, analisando os diferentes contextos em que o termo tem sido utilizado: sociedade, cultura, economia, ciência e filosofia. Uma série de significados e interpretações, nas quais a fragilidade é considerada em sua conotação depreciativa nos convidando a contemplá-la como dúvida e incerteza, falha e sua aceitação ou a fragilidade de nossas crenças. Esse antagonismo ancestral e hipotético causado pela nítida oposição entre fragilidade e estabilidade ou durabilidade é questionada pela mostra apontando infinitas possibilidade de erro, a superficialidade de certas reflexões categóricas e preconceitos de nossos princípios na busca da objetividade absoluta que nos permite chegar a um estabilidade emocional, cognitiva e de identidade definitiva.

A produção de José Carlos Martinat (1974, Lima) é ditada por estreitas relações com o meio social, cultural e político da América Latina. Movendo-se entre diferentes gêneros, ele cria uma série particularmente conhecida que tem como fonte graffitis, que são apropriados pelo artista por meio da extração de seus lugares de origem, dando-lhes uma nova vida como obras de arte. Em sua fragilidade monumental, eles mantêm a tensão emocional que os gerou. A instabilidade intrínseca de sua natureza criativa se reflete no limbo dos sonhos, falsas promessas, a corrupção da classe política e a reação popular resultante. 

Para saber mais acesse o site da Eduardo Secci Gallery.

Tags:

3 meses atrás

FLÁVIO CERQUEIRA PARTICIPA DE “BRASILIDADE – PÓS MODERNISMO”, EXPOSIÇÃO COLETIVA NO CCBB-RIO

Foto: Jaime Acioli

A exposição Brasilidade – Pós Modernismo celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 por meio de traços, remanescências e conquistas para a arte contemporânea brasileira. A mostra é dividida em seis núcleos: Liberdade, Identidade, Natureza, Futuro, Estética e Poesia, e reúne obras de 51 artistas brasileiros de diversas gerações, entre eles Flávio Cerqueira, representado pela Galeria Leme.

Confira os trabalhos de Flávio Cerqueira presentes na mostra:

A visitação acontece de 1 de setembro a 22 de novembro. A entrada é gratuita, mediante reserva de ingressos através do site.

3 meses atrás

ARTISTA TIAGO SANT’ANA PARTICIPA DE EXPOSIÇÃO COLETIVA
NO MUSEU DE ARTE DO RIO

Tiago Sant’Ana participa de exposição coletiva no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Intitulada Crônicas Cariocas, a mostra busca contar histórias da cidade de cunho popular, valorizando ensinamentos e perspectivas contra-hegemônicas. Com curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan, Luiz Antônio Simas e Conceição Evaristo, a exposição fica em cartaz até 31 de julho de 2022.

Nesta mostra, o artista Tiago Sant’Ana participa com duas obras: Rota de Fuga e O sol sempre nasce por Guiné. Rota de Fuga consiste em uma bandeira azul escuro, na qual se lê a frase bordada em letras brancas: “A linha do mar sempre está na altura dos seus olhos”. Se no sentido literal a frase apresenta uma afirmativa verdadeira – já que este efeito ótico realmente acontece – do ponto de vista metafórico o artista traz a imagem da linha do horizonte como uma possibilidade de liberdade. “Mesmo dentro de um cativeiro, ao recordar sua memória atlântica, o mar vai continuar na linha dos olhos e a ideia síntese é exatamente essa memória do mar, que poderia ser utilizada como uma rota de fuga”. 

Na videoarte O sol sempre nasce por Guiné, o artista trabalha com três camadas: as imagens do mar, o texto e a trilha sonora, que ora traz a maciez do mar, ora a impiedade do sol. Segundo Tiago: “No vídeo, o sol é entendido como um dado natural, que indica que quando ele nasce, ele aponta para Guiné. Guiné seria essa terra originária, da qual seus descendentes possuem forte sentimento de saudade, principalmente quando vêem o sol”.

Mais informações acesse o site do Museu de Arte do Rio.

3 meses atrás

ARTISTA HELOISA HARIADNE PARTICIPA DE FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE URBANA

A artista Heloisa Hariadne é uma das convidadas da segunda edição do NaLata – Festival Internacional de Arte Urbana. O evento ocorre ao longo do mês de setembro e conta com um time de dez artistas brasileiros e internacionais. Com o intuito de criar um museu de arte urbana a céu aberto, esta edição conta com um total de nove empenas e uma instalação no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

É a primeira vez que a artista produz seu trabalho na rua: “A interferência das pessoas é muito forte. Eu nem terminei ainda a pintura e já estou recebendo muitas mensagens positivas nas redes sociais sobre o impacto do meu trabalho no cotidiano de quem circula pela região”, diz Heloísa. 

A empena está localizada na Rua Arthur de Azevedo, próxima a rua dos Pinheiros. Acompanhe os bastidores seguindo o instagram da artista: @heloisahariadne e acesse o site do festival: https://www.nalatafestival.com.br/

Crédito: NaLata – Festival

4 meses atrás

ARTISTAS DA GALERIA LEME PARTICIPAM DE EXPOSIÇÃO NO INSTITUTO MOREIRA SALLES SOBRE A VIDA DE CAROLINA MARIA DE JESUS

Rebeca Carapiá, Flávio Cerqueira, Tiago Sant’Ana e Jaime Lauriano participam de exposição coletiva no Instituto Moreira Salles. A mostra “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” é dedicada à trajetória e à produção literária da autora mineira que se tornou internacionalmente conhecida com a publicação de seu livro Quarto de despejo, em agosto de 1960. 

A curadoria de Hélio Menezes e Raquel Barreto tem como objetivo apresentar a produção autoral da escritora, além de incluir obras de arte que se relacionam com as narrativas escritas por Carolina.

Confira os trabalhos dos artistas da Galeria Leme que farão parte da mostra: 


FLÁVIO CERQUEIRA | Uma Palavra que Não Seja Esperar, 2018 | Bronze | 175 x 38 x 49 cm

“A imagem de uma jovem negra carregando uma pilha de livros em sua cabeça faz algumas referências, que considero importantes. As mulheres que carregavam lata de água na cabeça, afim de alimentar a sua família. 

A ação de substituir a lata pelos livros é a de enfatizar que apenas por meio da cultura e educação podemos entender o passado e construir um futuro com mais possibilidades de mudança, pois por meio da educação nos tornamos mais questionadores, contestadores e conseguimos ocupar espaços não ocupados por gerações passadas. 

As aulas de etiqueta, onde garotas de classe abastadas faziam a prática de carregar livros na cabeça para manter a postura. No trabalho, eu coloco um número maior para que essa figura se mantenha com a cabeça erguida sempre olhando para frente. O título indica que de todas as palavras e histórias escritas nos livros que ela carrega, a única palavra que ela não pode aceitar é a Palavra ESPERAR, por acreditar que é hora de mudança, hora de criar novas narrativas e trazer novos personagens para ocupar os lugares de destaque e servirem de referência e representatividade para futuras gerações” – Flávio Cerqueira


JAIME LAURIANO | Ordem e Progresso, 2015 | transformador, temporizador, termostato, fios e ferro (transformer, timer, thermostat, wires and iron) | 160 x 100 x 100 cm

Na série de trabalhos Bandeirantes, miniaturas que homenageiam os bandeirantes compradas em mercados de pulga, feiras de antiguidade e casa de leilões são refeitas a partir da fundição de latão e cartuchos de munições utilizadas pela Polícia Militar e Forças Armadas Brasileiras. Como base para escultura foi construído um cubo sólido através da aplicação da técnica de taipa de pilão.

A escolha por utilizar os cartuchos de munições utilizadas pela Polícia Militar e Forças Armadas Brasileiras se deu para evidenciar a centralidade da figura de verdadeiros genocidas, como os bandeirantes, na construção da identidade nacional e da noção de segurança e soberania nacional. Este fato fica claro nos diversos monumentos, praças e rodovias em homenagem aos bandeirantes. Porém, a faceta mais perversa dessas homenagens encontra-se nas que foram prestadas pelo braço armado do estado, como por exemplo: a OBAN (Operação Bandeirante), centro de informações, investigação e repressão da ditadura militar, que teve em Carlos Alberto Brilhante Ustra o seu nome mais conhecido; ou o Batalhão Bandeirante (binfa-14), grupamento de operações especiais da Força Aérea Brasileira (FAB); dentre outros.


REBECA CARAPIÁ | Palavras de ferro e ar – Escultura 9 (da série Como colocar ar nas palavras), 2020 | Ferro (Iron) | 221,5 x 121 cm

Na série “Como colocar ar nas palavras”, a artista cria através de instalações, desenhos e esculturas, uma cosmologia em torno dos conflitos das normas da linguagem e do corpo, além de ampliar um debate geopolítico que envolve memória, economias da precariedade, tecnologias e as relações de poder entre o discurso e a palavra.


TIAGO SANT’ANA | Sapatos de açúcar, 2019 | Açúcar e material sintético (sugar and synthetic material) | 25 x 10 x 13 cm (cada)

Os chamados “tamancos de forra” eram acessórios utilizados pelas negras que conseguiam conquistar sua alforria na Bahia colonial – muitas vezes por trabalharem em regime de “ganho”. Aqui, além dos próprios sapatos – símbolos precários de uma liberdade somente anunciada mas nunca conseguida em sua plenitude – as plataformas robustas era utilizadas para dar altura física aos corpos conferindo-lhes uma impressão de imponência e altivez.

Não à toa, esse tipo de calçado passa a habitar o imaginário urbano das mulheres negras vendedoras de quitutes, sendo um acessório recorrente das conhecidas (genericamente) como “baianas”. No caso específico desta peça, há uma aproximação das narrativas do imaginário popular que interligam a ideia dos sapatos como um símbolo da conquista pela liberdade de pessoas escravizadas ao mesmo tempo que os calçados são formados pelo próprio material que catalisa os processos de subjugação e abjeção racial no Brasil: o açúcar.

Mais informações acesse o site do Instituto Moreira Salles.

Tags:,

4 meses atrás

SANDRA GAMARRA ABRE EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL EM MADRI, NA SALA ALCALÁ 31

Tem abertura nesta terça-feira (21/09) a exposição “Buen Gobierno“, da artista Sandra Gamarra, que acontece em Madrid, na Espanha, na Sala Alcalá 31.

Nesta mostra, que conta com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a artista aponta como a origem das nações latino-americanas está intimamente ligada ao nascimento da própria Espanha, partindo da pintura como narradora da história. O título “Buen Gobierno” tem origem no manuscrito da Primera Crónica y Buen Gobierno, escrito em 1615 por Felipe Guamán Poma de Ayala, que retrata a realidade andina colonial e pede ao Rei da Espanha, Felipe III, uma reforma do governo do vice-reinado para salvar o povo andino da exploração, das doenças e da miscigenação racial, sinônimo de desaparecimento da cultura indígena.

A exposição segue em cartaz até 16 de janeiro. Mais informações: https://www.comunidad.madrid/actividades/2021/exposicion-buen-gobierno-sandra-gamarra-heshiki

Tags:,

4 meses atrás