Galeria Leme

English Instagram

LEMENFT LANÇA A COLEÇÃO TUDO QUE É SÓLIDO… DE JOÃO ANGELINI NA PLATAFORMA FOUNDATION

Na última quarta-feira (1/12), a LemeNFT lançou a coleção Tudo que é sólido…, de João Angelini, na plataforma Foundation. O conjunto apresenta nove fotos, que foram realizadas nas paisagens desérticas do cerrado brasileiro, resultantes da monocultura de grãos na região. No centro das imagens, suspenso no ar, um cubo branco de mármore compõe a paisagem.

A série coloca em pauta questões relativas à ocupação territorial, progresso e ecocídio, que são ampliadas pela suspensão do cubo, como símbolo de modernidade. “Através do gesto fotográfico de apropriação do instante, o cubo permanece em integridade no ar, ao mesmo tempo em que cai pela eternidade da duração desse instante capturado”, comenta João Angelini.

confira a coleção

1 ano atrás

SEGUE EM EXIBIÇÃO DARWIN: ORIGENS E EVOLUÇÃO COM TRABALHO DE TIAGO SANT’ANA, NA FIESP

A mostra Darwin: Origens e Evolução apresenta a trajetória do biólogo inglês, contextualizando o processo para elaboração da teoria da evolução das espécies. A exposição conta esta história usando como base 332 peças de acervos de história natural, obras de arte, instalações criativas e um ambiente imersivo com trilhas sonoras e peças criadas especialmente para a mostra. Com curadoria do estúdio M’Baraká, a mostra fica em cartaz até 30 de dezembro de 2021.

O artista Tiago Sant’Ana participa com a obra Cana Coluna, na qual realiza cópias de cana-de-açúcar em gesso como um tática de fossilizar esse material orgânico.  “Metaforicamente, a eternização das canas não deixaria que as memórias da plantação e suas consequências nas estrutura social brasileira fossem esquecidas e apagadas da história”, comenta o artista.

Para saber mais sobre a mostra acesse o site.

1 ano atrás

ERRATUM SÉRIE DE NFTs DE EDUARDO KAC ESTÁ DISPONÍVEL NA TROPIX ATÉ FINAL DE DEZEMBRO

ERRATUM 6

Ao longo do mês de dezembro, estão disponíveis para lances duas obras da série ERRATUM, de Eduardo Kac, na plataforma Tropix. Nesta série, desenvolvida em 1996, pares de palavras são vistas em um campo no qual camadas de cores incorporam e dissolvem as formas verbais. As palavras são quase homófonas e sempre sugerem significados contrastantes.

ERRATUM 7

Nas obras, pedaços de palavras são vistos em um campo e estratificados com cores que se juntam para dissolver as formas verbais. Essas imagens são pintadas à mão em uma computador, retraçando a intenção original de Kac de explorar esse reino de uma forma diferente. Por meio dessa série visual, o artista mostra sua preocupação com a negociação de significados, forçando o público a questionar definições fixas que usamos. À medida que as palavras emergem e se dissolvem na tela, ficamos sentindo a mesma instabilidade externa que suas perguntas desencadearam internamente.

Acesse a página da Tropix e faça seu lance! 

1 ano atrás

FLÁVIO CERQUEIRA PARTICIPA DE EXPOSIÇÃO AFRO-ATLANTIC HISTORIES,
NO MUSEU DE ARTE DE HOUSTON

A mostra Histórias Afro-atlânticas, exibida no Masp em 2018, chega agora ao museu de arte de Houston, nos Estados Unidos. Com cerca de 130 obras de arte e documentos feitos na África, nas Américas, no Caribe e na Europa ao longo de 500 anos, do século 17 ao 21, a exposição explora a história e o legado do comércio transatlântico de escravos.

Flávio Cerqueira participa com o trabalho Amnésia, no qual discute o processo de embranquecimento da cultura e memória brasileira. “Nessa escultura, a tinta, que representa o embranquecimento, não é suficiente para cobrir todo o menino, a personagem da escultura simboliza a última pessoa a sofrer esse processo. O bronze, que sempre serviu para registrar momentos históricos, reforça a relevância desse fim”, comenta o artista.

Serviço

Afro-Atlantic Histories

Datas: 24.10.2021 – 17.01.2022 / quarta a domingo – a partir das 11h

Local: MFAH – The Museum of Fine Arts, Houston

1 ano atrás

EM EXPOSIÇÃO NO CCSP, REBECA CARAPIÁ APRESENTA SUA NOVA SÉRIE UM BARCO FEITO PARA AFUNDAR

Foto: Filipe Berndt

Rebeca Carapiá é uma das artistas participantes da mostra 31º programa de exposições do Centro Cultural São Paulo, que fica em cartaz até 27 de fevereiro de 2022.

A artista apresenta a instalação Topografias da Maré Soterrada, um conjunto de 15 esculturas em ferro e três telas. “Este trabalho marca o início da pesquisa Um barco feito para afundar, que propõe um olhar em perspectiva para o território da Península de Itapagipe, região da Cidade Baixa de Salvador, na Bahia”, comenta Rebeca.

Foto Filipe Berndt

Itapagipe é uma bacia da enseada de Tainheiros onde foi constituído o primeiro Polo Industrial de Salvador, transformando-se em seguida em um aterro sanitário, onde as pessoas – em sua maioria migrantes do Recôncavo Baiano – viviam e ainda vivem em condições insalubres nas construções conhecidas como Palafitas. Somente na década de 1950, após muitas mortes por intoxicação, a região iniciou o seu aterramento por pressão popular. Diante do crime ambiental e estrutural, seu bioma e suas histórias se afogam. No fundo desse terreno violado pelo estado e pela industrialização se reflete um cotidiano de tensões sobretudo entre seus moradores e os alagamentos que acontecem a qualquer chuva.

Foto Filipe Berndt

“Ao mergulhar no território em que nasci e cresci, tenho procurado escutar a maré e o terreno para criar, através do encontro entre corpo, memória, ancestralidade e materialidades, topografias, superfícies e rachaduras, onde o ferro retorcido e o cobre das telas contam histórias e espelham o Racismo Ambiental sofrido por territórios vulneráveis que constituem as periferias – em seu nível material e sensível”, dia a artista.

Serviço

31º programa de exposições do Centro Cultural São Paulo

Datas: 6/11/2021 a 27/02/2022 / Terça a sexta, das 10h às 20h / sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h.

Local: Rua Vergueiro 1000, São Paulo, Brasil

1 ano atrás

SANDRA GAMARRA PARTICIPA DE EXPOSIÇÃO COLETIVA NO MUBE EM SÃO PAULO

A exposição Por um sopro de fúria e esperança pretende compartilhar com o público os impactos das mudanças climáticas e seus desdobramentos sociais, históricos, políticos e ambientais. Com curadoria de Galciani Neves e Natalie Unterstell, a mostra prima pela escuta a diversas cosmovisões que observam e projetam eventos climáticos extremos, escassez crônica de água, avanço do mar sobre as costas, diminuição da produtividade de alimentos, extinção de espécies, etc. Para isso, conta com cerca de 165 artistas, dentre eles Sandra Gamarra.

A artista participa com o trabalho Yacimiento [Depósito], no qual dá continuidade em seu método de apropriação de imagens e seu questionamento da arte através da pintura. Nesta instalação, pinturas de paisagem de segunda mão e espelhos são sobrepostos e encostados em uma parede do espaço expositivo como se estivessem aguardando serem pendurados, ou embalados. Perdendo assim, uma independência conferida pelo cubo branco.

A pintura de paisagem surge na arte ocidental no século XV, buscando apreender a realidade de um determinado território a partir da representação de uma vista ampla que contemplasse a fauna e a flora locais. Muito rapidamente, esse gênero se institui como sinônimo de realidade. Sandra Gamarra evidencia o caráter parcial dessa concepção de realidade, que pretendendo-se neutra, exclui outras maneiras de representar e se relacionar com a natureza. Nas culturas pré-colombianas, por exemplo, a natureza era representada de forma simbólica e abstrata, pois as árvores, os animais, os rios não eram considerados como o outro em relação ao homem a ser denominado, mas divindades que conviviam e eram cultuadas por esses povos.

SERVIÇO

Por um sopro de fúria e esperança, exposição coletiva

Datas: 30.10.2021 – 30.01.2022 / quarta a domingo – 11h – 17h

Local: MuBE – Rua Alemanha, 221 – Jd. Europa, São Paulo – SP / entrada apenas com agenda prévio

Tags:

1 ano atrás

CALDER NOW: A INFLUÊNCIA DURADOURA E INCONFUNDÍVEL DE ALEXANDER CALDER

No dia 21 de Novembro abre a exposição coletiva Calder Now, no Kunsthal Rotterdam, na Holanda. Com curadoria de Dieter Buchhart, Anna Karina Hofbauer e a Fundação Calder, a mostra explora a influência duradoura e inconfundível do mestre em escultura Alexander Calder na arte contemporânea, colocando mais de vinte esculturas suas ao lado de obras de dez proeminentes artistas: Olafur Eliasson, Žilvinas Kempinas, Simone Leigh, Ernesto Neto, Carsten Nicolai, Aki Sasamoto, Roman Signer, Monika Sosnowska, Sarah Sze e Rirkrit Tiravanija. A mostra encerra para visitação em maio de 2022. 

Alexander Calder (Estados Unidos, 1898-1976) instigou muitas inovações artísticas revolucionárias. Em sua busca para ir além das três dimensões espaciais – tornando a quarta dimensão do tempo um elemento proeminente e indispensável de sua obra – Calder conseguiu transformar a compreensão contemporânea da escultura. Ele foi o primeiro a remover a escultura de seu pedestal, suspendendo-a no ar. Com seus móbiles dinâmicos que podiam se mover livremente no espaço, ele foi um dos pioneiros – ao lado de artistas como Marcel Duchamp e László Moholy-Nagy – do movimento de arte cinética que revolucionou a natureza estática da arte no início do século XX. Calder se tornou uma fonte de inspiração para as gerações subsequentes de artistas.

Os dez artistas internacionais em Calder Now mostram peças que não poderiam ter existido sem a precedência de vários aspectos inovadores da obra visionária de Calder. A exposição conduz o visitante por uma experiência multissensorial. Olafur Eliasson, por exemplo, usa fenômenos naturais como a luz para explorar a percepção. Simone Leigh conta histórias sobre a história da escravidão americana por meio de materiais humildes. E Monika Sosnowska transforma materiais arquitetônicos em esculturas inesperadas que desafiam a gravidade, criando novas conexões visuais entre sua arte e o espaço de exposição. O laureado com o Prêmio Calder 2007 Žilvinas Kempinas, cujas esculturas estão na intersecção da instalação e da arte cinética, vai estrear uma nova peça para ‘Calder Now’. Da mesma forma, Aki Sasamoto criará um novo trabalho performático especialmente para a exposição durante sua residência no Atelier Calder, que opera na casa e no estúdio de Calder em Saché, França. A exposição mostra como o legado de Calder continua a inspirar e informar a prática contemporânea cinquenta anos após a morte do artista. Esses artistas inovadores convidam a novas conversas e interpretações de sua obra.

SERVIÇO

Calder Now, exposição coletiva

Datas: 21.11.2021 – 29.05.2022 / terça a domingo – 10h – 17h

Local: Kunsthal – Museumpark, Westzeedijk 341 -3015 AA Rotterdam, Holanda

Tags:

1 ano atrás

FOUND MONOCHROMES, DE DAVID BATCHELOR DISCUTE A ABSTRAÇÃO NA PAISAGEM URBANA

A exposição Found Monochromes no espaço do projeto HOP/ CT20 segue em cartaz até o dia 11 de novembro. Curada por Nina Shen-Poblete, a mostra apresenta uma instalação em duas telas, de David Batchelor, com fotografias de painéis em branco, que o artista encontra nas ruas das cidades que visita, de Londres a São Paulo.

Desde 1997, David Batchelor fotografa painéis em branco, enquanto ele começou a observar como a abstração está inserida no tecido urbano, a série cresceu – contando com mais de 600 imagens – e se tornou um projeto muito mais pessoal, um mapa psicológico de cada cidade que ele visita.

Os monocromos da rua são ocasionais, muitas vezes inadvertidos e sempre temporários. Para Batchelor, são momentos de vazio em uma paisagem visual saturada; planos retangulares de nada que também podem aparecer como vazios no centro do campo de visão. Como tal, são como erros: um espaço onde não deveria haver espaço, uma ausência onde deveria haver uma presença.

SERVIÇO

FOUND MONOCHROMES, de David Batchelor

Datas: 22.10 – 11.11.2021 / terça a domingo – 11h – 17h

Onde: HOP Projects / CT20

Tags:

1 ano atrás

FREDERICO FILIPPI INTEGRA MOSTRA ECOLOGÍAS RADICALES DA BIENALSUR

A exposição Ecologías Radicales enfoca problemáticas vinculadas à exploração de recursos naturais e ao extrativismo em territórios ameaçados. Com curadoria de Benedetta Casini e Taina Azeredo, a mostra fica em cartaz até 5 de dezembro no Museo Marco, em Buenos Aires, Argentina. Como parte da programação da BienalSur, a exposição conta com trabalhos de oito artistas, dentre eles Frederico Filippi, que participa com a obra Direito de Resposta.

Direito de resposta é parte de uma trilogia de trabalhos de intervenção em espaços específicos, que são relacionados à história oficial do descobrimento da América. “Escolhi realizar intervenções na principal fonte documental deste acontecimento na Europa, quer dizer Madri, como praças, monumentos, placas comemorativas, museus, etc.”, comenta o artista. 

Frederico retirou parte de uma placa de bronze, que estava presa ao solo no complexo monumental dos Jardines del Descobrimiento [Jardins do Descobrimento] e, após derretê-la, converteu-a em outra placa com os dizeres: Al final del océano estava el abismo [Ao final do oceano estava o abismo], que foi reinserida no local. 

Esta frase contradiz outra, gravada em um dos monólitos do complexo, onde se lê: Ademas de las tres partes del mundo existe otro continente mas allá del oceano [Além das três partes do mundo existe outro continente além do oceano]. 

“Utilizando o mesmo metal como base, esta nova placa se infiltra no circuito oficial do discurso para discutir seu valor histórico como fonte de comunicação, representando também o medo medieval dos navegadores diante do abismo do desconhecido Oceano Atlântico”, complementa Frederico Filippi. 

Até março de 2015, a placa ainda não havia sido percebida e retirada pela administração.

SERVIÇO

Exposição Ecologías Radicales 

8 de outubro de 2021 a 5 de dezembro de 2021

Quarta-feira a Domingo, das 11h às 19h. Entrada gratuita 

Museo MARCO | Almirante Brown 1031, La Boca, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina


1 ano atrás

EM BUEN GOBIERNO, SANDRA GAMARRA DISCUTE AS RELAÇÕES COLONIAIS ENTRE ESPANHA E AMÉRICA DO SUL

Na exposição Buen Gobierno, que acontece em Madrid, Espanha, na Sala Alcalá, Sandra Gamarra aponta como a origem das nações latino-americanas está intimamente ligada ao nascimento da própria Espanha, partindo da pintura como narradora da história. O título Buen Gobierno tem origem no manuscrito da Primera Crónica y Buen Gobierno, escrito em 1615 por Felipe Guamán Poma de Ayala, que retrata a realidade andina colonial e pede ao Rei da Espanha, Felipe III, uma reforma do governo do vice-reinado para salvar o povo andino da exploração, das doenças e da miscigenação racial, sinônimo de desaparecimento da cultura indígena. Com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a exposição encerra dia 16 de janeiro de 2022. 

Em Cuando las papas queman [Quando as batatas queimam], série de 150 variedades de batatas pintadas sobre impressões das ilustrações do tratado de Guamán Poma de Ayala, Sandra Gamarra trabalha as diferentes visões sobre a colonização espanhola nas Américas. Nesta obra a batata, símbolo da relação comercial entre Espanha e as Américas, representa o apagamento da violência colonial. Segundo a artista, “Na Espanha, a história de conquista e violência colonial não é contada como nas Américas. Aqui, a colonização passou de um contexto imperial e suas tintas sagradas para uma relação de trocas comerciais, onde a batata ocupa um lugar primordial e suas variedades e exotismo ocultam uma parte importante e dolorosa dessa história compartilhada”.

Sandra acredita que a repetição é uma maneira de fazer com que o observador guarde a ideia que há na imagem, “Quando trabalho em série, me interessa a repetição da ação, o dizer, procuro fazer com que a ação repetitiva não seja apenas minha na hora de executá-la, mas também do próprio observador. Não pretendo que fiquem com uma imagem, mas com a ideia que há na imagem”, comenta. 

Além dos trabalhos de Sandra, integra a exposição a série de Los cuadros del mestizaje do século XVIII, muito provavelmente de Cristóbal Lozano, as cabaças gravadas Sixto Seguil Dorregaray e as máscaras de La Tunantada de Junin. 

Saiba mais acessando o site

Tags:

1 ano atrás