A exposição Luiz Braga: Arquipélago Imaginário, em cartaz no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, apresenta um amplo panorama da produção do artista, reunindo 258 fotografias ao longo de 50 anos — 190 delas exibidas pela primeira vez. Com curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Maria Luiza Meneses, as obras estão organizadas em nove núcleos temáticos permeáveis, ocupando dois andares do IMS.
Sem caráter retrospectivo, a montagem propõe uma leitura ensaística do arquivo do fotógrafo, enfatizando o gesto de “espiar” como método poético. Paisagens, retratos e cenas ribeirinhas surgem em preto e branco, cor e infravermelho, refletindo a relação entre imagem, território e convivência.
As imagens oferecem um olhar íntimo e contínuo sobre a Amazônia urbana, periférica e ribeirinha, distanciando-se de estereótipos cristalizados e destacando a intimidade e o cotidiano amazônico. Valorizam também a escuta e as histórias populares que atravessam o trabalho de Braga, do Marajó às margens urbanas do Pará.
O projeto museográfico é assinado pelo Vão Arquitetura, e todas as ampliações em preto e branco foram realizadas de forma analógica no laboratório do IMS no Rio.
Candida Höfer participa da exposição coletiva Typologien, em cartaz na Fondazione Prada, em Milão. Com curadoria de Susanne Pfeffer, a mostra reúne mais de 600 obras fotográficas de 25 artistas fundamentais para a história da fotografia alemã no século XX.
Organizada a partir de relações tipológicas entre as imagens — e não em ordem cronológica — a exposição propõe novos modos de observar e comparar o mundo visível. Nesse contexto, Candida Höfer apresenta Bibliothèque Nationale de France XXIII (1997) e Zoologischer Garten Washington DC IV (1992), fotografias que integram sua reconhecida investigação sobre espaços públicos vazios, revelando como a arquitetura institucional molda a percepção coletiva e individual.
Typologien: Photography in 20th-century Germany
Exposição Coletiva
Em cartaz até 14.07.2025
Fondazione Prada – Milão, Itália
A exposição de Heloisa Hariadne no Farol Santander, reúne 24 obras, sendo 19 inéditas, entre pinturas e cerâmicas. Com curadoria de Aldones Nino, marca nova fase da artista, que dissolve paisagens e entrelaça elementos naturais e cotidianos. As cerâmicas reforçam a relação entre cor e forma, e as telas exploram a plasticidade da atmosfera. A mostra expressa memória, imaginação e anos de pesquisa.
A exposição “Deve Ser Visto. A Autonomia da Cor na Arte Abstrata” explora a cor como elemento central na arte dos séculos XX e XXI. Com pinturas, esculturas, instalações e vídeos, destaca artistas que libertaram a cor da representação. David Batchelor integra a mostra, trazendo sua investigação sobre a cor e sua presença vibrante no espaço.
O festival “Mondes en Commun” no Musée Départemental Albert-Kahn, apresenta obras de 10 fotógrafos contemporâneos, incluindo Luiz Braga. O evento revisita o legado dos “Arquivos da Planète”, destacando a diversidade do mundo através da fotografia, com uma programação festiva e atividades culturais.
A exposição individual “Essência: Matéria” de José Carlos Martinat na galeria N.A.S.A.L, funde medicina e espiritualidade. Com estruturas de juta tingidas por corantes naturais, a obra inspira-se no genoma do SARS-CoV-2 e práticas de cura tradicional, criando um ambiente sensorial unificado por tecidos, som e aroma.
O Museu Poldi Pezzoli apresenta a exposição de Elisa Sighicelli , que reinterpreta sua coleção de vidros antigos através da fotografia e luz. Criando um ambiente imersivo na Collector’s Room, a artista transforma a transparência do vidro em entidades fantásticas, unindo passado e presente de forma poética.
A exposição Fullgás – Artes Visuais e os Anos 1980 no Brasil reúne cerca de 300 obras de mais de 200 artistas, destacando a diversidade da produção artística do período de 1978 a 1993. Com curadoria de Raphael Fonseca, Amanda Tavares e Tálisson Melo, a mostra inclui grandes nomes como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, além de artistas de diversas regiões do Brasil. Luiz Braga, reconhecido por suas fotografias que exploram a luz e a cultura amazônica, tem papel de destaque, reforçando a relevância da arte fora do eixo Rio-São Paulo.
Tiago Sant’Ana participa da exposição “Delírio Tropical” na Pinacoteca do Ceará. A mostra integra o 3º Fotofestival SOLAR e reúne 133 artistas que exploram a complexidade do Brasil. Com curadoria de Orlando Maneschy e Keyla Sobral, a exposição apresenta uma cartografia visual do país. Por conseguinte, Tiago Sant’Ana exibe “Refino #2 (2017)”, obra que questiona a colonialidade. Por fim, a mostra oferece um olhar multifacetado sobre o Brasil.
Felipe Rezende integra a 31ª Mostra de Arte da Juventude (MAJ) no Sesc Ribeirão Preto. Além disso, Camila Fontenele e Tiago Gualberto assinam a curadoria, consolidando o evento como uma plataforma de experimentação artística. Dessa maneira, a mostra valoriza a produção jovem contemporânea e a conecta ao contexto brasileiro atual. Por conseguinte, Felipe Rezende apresenta a obra Das tripas nuvens (2024), que mescla memória e ficção inspiradas em uma pescaria na Bahia. Por fim, o artista usa o barco vermelho, metáfora recorrente em seu trabalho, para refletir sobre desigualdades sociais e o direito ao descanso e ao sonho.