Em 1º de novembro de 2025, a exposição Floresta de Infinitos foi inaugurada na Casa das Histórias de Salvador, integrando o Novembro Salvador Capital Afro. Com curadoria de Ayrson Heráclito, Marcelo Campos, Thais Darzé e Tiganá Santana, a mostra reúne 16 artistas, entre eles Tiago Sant’Ana, em um ambiente imersivo com bambus, projeções e paisagens sonoras que abordam crise climática, ancestralidade e resistência dos povos da floresta.
Adiar o fim do mundo é uma exposição de caráter político, poético e reflexivo, que reúne trabalhos de diversos artistas em torno de temas urgentes como a crise climática, a devastação ambiental, os impactos do colonialismo, o racismo estrutural e os saberes dos povos originários. Com curadoria de Ailton Krenak e Paulo Herkenhoff, a mostra integra a programação da FGV Arte e se inspira no pensamento de Krenak para propor uma reflexão crítica sobre os rumos da humanidade. Nesse contexto, destaca-se a participação do artista Luiz Braga, cuja obra dialoga com questões de território, identidade e modos de vida, contribuindo para a dimensão sensível e crítica da exposição.
Debret em questão – olhares contemporâneos revisita criticamente o legado de Jean-Baptiste Debret, em especial a obra Voyage pittoresque et historique au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil), a partir do olhar de uma geração efervescente de artistas contemporâneos em atividade no país. Confrontando os séculos XIX e XXI, França e Brasil, a pintura histórica e as novas mídias, a exposição propõe um diálogo entre passado e presente, problematizando imagens, narrativas e construções históricas. Nesse contexto, destacam-se as participações de Sandra Gamarra Heshiki e Tiago Sant’Ana, cujas pesquisas tensionam criticamente os legados coloniais e os modos de representação histórica. Com curadoria de Jacques Leenhardt e Gabriela Longman, a mostra integra a Temporada França–Brasil 2025, celebrando os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países, após ter sido apresentada em versão mais sucinta na Maison de l’Amérique Latine, em Paris.
A exposição Complexo Brasil propõe uma travessia crítica pela cultura brasileira, reunindo obras de arte, vídeos, peças musicais e documentos que investigam as relações históricas entre Brasil e Portugal. Com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Britto e Guilherme Wisnik, e projeto expográfico de Daniela Thomas, a mostra ocupa as duas galerias do edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Neste contexto, a participação de Tiago Sant’Ana se destaca por sua pesquisa voltada à memória, à ancestralidade afro-brasileira e às relações entre corpo, território e história, em diálogo direto com os eixos conceituais da exposição.
A exposição “Luiz Braga – Arquipélago Imaginário” apresenta 258 fotos, sendo 190 inéditas, com uma leitura ensaística de 50 anos de carreira do fotógrafo paraense. Sem caráter retrospectivo, destaca a intimidade, o cotidiano e a escuta como eixo poético do artista. O Marajó e os saberes populares são protagonistas das narrativas visuais. A mostra evidencia o olhar sensível e singular de Braga sobre o Brasil profundo.
Primeira panorâmica dedicada a Sandra Gamarra Heshiki reúne cerca de 80 obras produzidas em 25 anos. Desde os anos 1990, a artista desenvolve uma crítica institucional, evidenciada pelo museu fictício LiMac. Por meio da apropriação de pinturas e esculturas, sobretudo coloniais, utiliza a “réplica” para questionar narrativas e a neutralidade museológica. A mostra, organizada com o Museu de Arte de Lima, também problematiza a cronologia tradicional dos museus latino-americanos.
Heloisa Hariadne participa da exposição Ancestral: Afro-Américas, no CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Beatriz Almeida e Lauren Haynes e direção artística de Marcello Dantas, a mostra reúne mais de 100 obras que exploram a diáspora africana e suas influências nas artes visuais dos dois países.
Ancestral dialoga com artistas afro-brasileiros e afro-americanos em celebração ao bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. A exposição aborda temas como corpo, sonho e espaço, promovendo reflexões sobre identidade afro-americana e arte decolonial. O trabalho de Heloisa Hariadne se soma a uma seleção de artistas que celebram as raízes africanas e sua relevância na construção de um novo olhar sobre a arte contemporânea.