Felipe Rezende

Salvador, Brasil, 1994.
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Felipe Rezende, artista visual, dedica sua prática à interseção entre desenho, pintura e suas expansões contemporâneas. Felipe Rezende constrói sua trajetória explorando o cotidiano e seus elementos constituintes, com ênfase nas relações que envolvem o trabalho braçal. Suas criações, realizadas predominantemente em lonas de caminhão, pedaços de pneus e objetos encontrados em ambientes urbanos, apresentam uma estética que combina narrativas acumuladas e a materialidade densa desses suportes, resultando em composições que transitam entre o documental e o poético. O pintor e desenhista dialoga diretamente com as histórias implícitas nos materiais que utiliza, conferindo profundidade às suas obras.

A pesquisa do artista brasileiro investiga imaginários do trabalho, conectando ferramentas, espaços e memórias ligadas ao fazer manual. Esses elementos são entrelaçados em criações que desafiam as fronteiras entre ficção e realidade, enquanto constroem arranjos visuais que evocam o onírico e o testemunhal. Rezende utiliza elementos extrínsecos para explorar narrativas do cotidiano brasileiro, apresentando-as de forma visualmente impactante. Assim, o criador revela e reflete sobre as complexas interações sociais e materiais que estruturam a vida diária, consolidando seu lugar como um intérprete visual das dinâmicas contemporâneas.

Confira o trabalho de Felipe Rezende no Viewroom da Galeria Leme

Obras Selecionadas

foto thiele elissa 8 web
Uma solução prodigiosa para um problema barulhento
2025
Óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão. — 210 x 380 cm
Círculos de outros planos, da série "Delírios avulsos"
Círculos de outros planos, da série "Delírios avulsos"
2025
Óleo, costura e perfurações sobre lona de caminhão — 36,5 x 37 cm
O passante (a saudade é grande mas ainda não dá pra voltar), da série "Delírios avulsos"
2025 — 38 x 42 cm
Direto da Barriga da Besta, da série "Delírios avulsos"
Direto da Barriga da Besta, da série "Delírios avulsos"
2025
Óleo, costura e perfurações sobre lona de caminhão — 35 x 59 cm
O pé de ora-pro-nóbis de Biscoito (Barra Funda)" (2024), de Felipe Rezende, óleo e costura sobre lona de caminhão (89 x 70 cm), explora a relação entre natureza e espaço urbano. Com plantas trepadeiras e figuras humanas, a obra reflete a resistência da vida vegetal e a conexão com o cotidiano local.
O pé de ora-pro-nóbis de Biscoito (Barra Funda)
2024
Óleo e costura sobre tela de lona de caminhão — 89 x 70 cm
Toda sorte de remendos" (2024), de Felipe Rezende, óleo e costura sobre lona de caminhão (180 x 350 cm), apresenta uma colagem de cenas cotidianas e símbolos diversos. A obra explora fragmentos da vida brasileira, unindo crítica social, regionalismo e narrativas visuais em um grande mosaico cultural.
Toda sorte de remendos
2024
Óleo e costura sobre lona de caminhão — 180 x 350 cm
Devolução" (2024), de Felipe Rezende, óleo e costura sobre lona de caminhão (58 x 53 cm), mostra um trabalhador carregando blocos diante de uma paisagem minerada. A obra reflete sobre a relação entre trabalho, exploração ambiental e reparação, destacando o impacto humano na natureza
Devolução
2024
Óleo e costura sobre lona de caminhão — 58 x 53 cm
A coisa ou bomba de coração na mansão K" (2023), de Felipe Rezende, acrílica e óleo sobre lona de toldo (178 x 200 cm), combina cenas familiares e surreais em um fundo listrado. A obra explora vínculos humanos, cotidianos e tensões simbólicas, equilibrando narrativa doméstica e atmosferas oníricas.
A coisa ou bomba de coração na mansão K
2023
Acrílica e óleo sobre lona de toldo — 178 x 200 cm
No oeste das minhas distâncias" (2023), Felipe Rezende combina óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão (39,4 x 28,7 in), retratando um cenário de estrada com um jovem diante de uma placa de divisa de estado. A obra evoca deslocamento, fronteiras e identidade no universo regional brasileiro.
No oeste das minhas distâncias
2023
Óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão — 100 x 73 cm
Obra de arte contemporânea de Felipe Rezende intitulada Das Tripas Nuvens (2023), criada com óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão. A composição apresenta uma materialidade densa, explorando narrativas do cotidiano brasileiro por meio do uso de elementos urbanos reutilizados. A obra destaca a interseção entre trabalho manual, memória e poesia visual, característica marcante da prática do artista.
Das tripas nuvens
2023
Óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão — 107 x 118 cm
O leão e a serpente" (2023), de Felipe Rezende, óleo sobre lona de caminhão (39 x 45,5 cm), retrata uma figura feminina segurando um leão enquanto elementos simbólicos, como uma máscara e fundo rústico, compõem a narrativa. A obra explora força, mitologia e a conexão entre humano e natureza.
O leão e a serpente
2023
Óleo sobre lona de caminhão — 39 x 45,5 cm
Liquid metal/Serpentine fire" (2023), de Felipe Rezende, óleo e costura sobre lona de caminhão (51 x 50 cm), retrata uma figura feminina manipulando metal líquido e formas serpenteantes, enquanto elementos moleculares pairam acima. A obra mescla ciência, força e fluidez, criando uma narrativa visual dinâmica.
Liquid metal/ Serpentine fire
2023
Óleo e costura sobre lona de caminhão — 51 x 50 cm
As tripas do medo" (2023), de Felipe Rezende, óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão (55 x 75 cm), mistura trabalhadores e elementos surrealistas, como um cérebro suspenso ligado a cabos. A obra reflete sobre riscos laborais e a fragilidade humana diante de situações cotidianas e simbólicas
As tripas do medo
2023
Óleo, acrílica e costura sobre lona de caminhão — 55 x 75 cm
A tempestade
A tempestade
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 163 x 155 cm
O último buritizeiro
O último buritizeiro
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 146 x 113 cm
A obra "Divino Gerais" (2022), de Felipe Rezende, em óleo sobre lona de caminhão (54x56 cm), destaca a cultura e religiosidade mineiras. Com figura humana central e elementos como "Nossa Senhora do Gerais", une tradição e contemporaneidade, valorizando o cotidiano e o regionalismo brasileiro.
Divino Gerais
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 54 x 56 cm
Panela Gravitacional" (2022), de Felipe Rezende, em óleo sobre lona de caminhão (79x90 cm), retrata trabalhadores suspensos por cordas, evocando esforço e equilíbrio. A materialidade rústica da lona dialoga com o tema, unindo crítica social e valorização do cotidiano na arte contemporânea.
Panela gravitacional
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 79 x 90 cm
Termodinâmica do caldo
Termodinâmica do caldo
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 53 x 57 cm
Quem rouba meu sono?" (2022), de Felipe Rezende, óleo sobre lona de caminhão (46 x 65 cm), retrata um personagem enfrentando um dragão, mesclando fantasia e cotidiano. Com um fundo rústico e elementos vegetais, a obra reflete sobre conflitos internos e lutas simbólicas na vida contemporânea.
Quem rouba meu sono?
2022
Óleo sobre lona de caminhão — 46 x 65 cm

Salvador, Brasil, 1994. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

FORMAÇÃO

2020

Bacharelado em Artes Plásticas, Universidade Federal da Bahia, Bahia, Brasil

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2026

Calendário (curadoria de Claudio Cretti), Projeto 280X1020, Casa de Cultura do Parque, São Paulo, Brasil

2025

Arena (curadoria de Amanda Tavares), Galeria Leme, São Paulo, Brasil

2024

Lonjuras, 33º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brasil

2023

O último buritizeiro (curadoria de Tiago Sant’Ana), Galeria Leme, São Paulo, Brasil

2022

Sonho, queda livre, RV Cultura e Arte, Bahia, Brasil

Long is the Road, Jack Bell Gallery, Reino Unido

2019

Ladeira da Fonte, Mouraria 53, Bahia, Brasil

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2025

Quem viaja arrisca, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil

Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel (curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães), FGV Arte Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil

Estalo – 14ª Bienal do Mercosul, (curadoria de Raphael Fonseca), Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão e Centro Cultural Vila Flores, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

2024

31ª MAJ – Mostra de Arte da Juventude (curadoria de Camila Fontenele e Tiago Gualberto), Sesc Ribeirão Preto, Ribeirão Preto/SP, Brasil

28º Salão Anapolino (curadoria de Paulo Henrique Silva), Galeria Antônio Sibasolly, Anápolis/GO, Brasil

66º Salões de Artes Visuais da Bahia, Casa Amarela, Barreiras/BA, Brasil

Quase Árido (curadoria de Uriel Bezerra), RV Cultura e Arte, Salvador/BA, Brasil

Arte Imprópria (curadoria de Gabriel Ferreira Zacarias), Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho, Campinas/SP, Brasil

Último lote (curadoria de Daniel Rangel), Museu de Arte Contemporânea da Bahia, Salvador/BA, Brasil

O diálogo criativo das materialidades (curadoria de Gabriela Sá e Cecília Ribeiro), Magalhães e Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo/SP, Brasil

Polissemia Política (curadoria de Curadoria de Danillo Villa e Michelle Sommer), Divisão de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Londrina/PR, Brasil

Prefiro não (organização de João Livra e Silvio De Camilis), Quase Espaço, São Paulo/SP, Brasil

Salón ACME No. 11, Proyectos Públicos, Cidade do México/DF, México

2023

Memórias para Dona Antônia, Acervo da Laje, Salvador, Brasil

Essas pessoas na sala de jantar (curadoria de Raphael Fonseca), Casa Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro, Brasil

48º SARP, Museu de Arte de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

Los gestos del trabajo (curadoria de Benedetta Casini e Clarisa Appendino), BienalSur, Espacio Ente de Cultura, Sala Lola Mora, Argentina

O corpo invisível da memória (curadoria de Tainá Azeredo e Valquíria Prates), Museu da Inconfidência, Minas Gerais, Brasil

Figura Insólita (curadoria de Uriel Bezerra), RV Cultura e Arte, Bahia, Brasil

Intelecto Agente (curadoria de Pedro Vaz), Grêmio Operário de Coimbra, Portugal

2022

64ª Salão de Artes Visuais da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Bahia, Brasil

Aos pés do Caboclo, Luta, Centro de Cultura Vereador Manuel Querino (curadoria de Joyce Delfim e Nathan Gomes), Bahia, Brasil

Encruzilhada (curadoria de Ayrson Heráclito e Daniel Rangel), Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil

2021

Ocupação do Beco, Beco dos Artistas, Bahia, Brasil

2020

7º Prêmio EDP nas Artes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil

Polissemia Política (curadoria de Michelle Sommer e Danilo Villa), Arte Londrina 8, Paraná, Brasil

2019

CARVÃO, Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira, Bahia, Brasil

Processos em Trânsito [O Livro de Artista], Museu de Arte da Bahia, Bahia, Brasil

RASGO – Residência/Exposição, Galeria Cañizares, Bahia, Brasil

Ficción de lo Cotidiano, Centro Cultural Brasil México, México

2018

Incubadora de Publicações Gráficas, RV Cultura e Arte, Bahia, Brasil

Leituras e Feituras: O Livro de Artista 2018, Cooperativa de Actividades Artísticas, Portugal

MARÉ: Muestra Artistica Releituras Estéticas (curadoria de Juci Reis e José Vázquez), Centro Cultural Brasil México, México

2017

3º Mostra Gráfica (curadoria de Evandro Sybine e Raoni Gondim), Museu de Arte Moderna da Bahia, Bahia, Brasil

Livro.SSA, Centro de Memória do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, Bahia, Brasil

Mostra Linha, Centro Cultural Brasil México, México

S/Título, ICBA Goethe Institut Salvador, Bahia

2015

MESA/FLOTAR, Palacete das Artes, Bahia, Brasil

PRÊMIOS

2024

66º Salões de Artes Visuais da Bahia, Casa Amarela, Barreiras, Brasil

2020

7º Prêmio EDP nas Artes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil

RESIDÊNCIAS

2025

Black Rock, Dakar, Senegal

2023

Proyecto URRA, Argentina

2022

Pivô Pesquisa, Pivô, São Paulo, Brasil

OFÍCIO, Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto, Brasil

COLEÇÃO

Museu de Arte Moderna da Bahia, Bahia, Brasil

Fundação Cultural do Estado da Bahia, Brasil

Museu de Artes Plásticas de Anápolis, Brasil

Felipe Rezende - O último buritizeiro

7º Prêmio EDP nas Artes

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