A exposição “Luiz Braga – Arquipélago Imaginário” apresenta 258 fotos, sendo 190 inéditas, com uma leitura ensaística de 50 anos de carreira do fotógrafo paraense. Sem caráter retrospectivo, destaca a intimidade, o cotidiano e a escuta como eixo poético do artista. O Marajó e os saberes populares são protagonistas das narrativas visuais. A mostra evidencia o olhar sensível e singular de Braga sobre o Brasil profundo.
Após sua apresentação no Pavilhão da Espanha na 60ª Bienal de Veneza, o projeto Pinacoteca Migrante, de Sandra Gamarra, chega agora à Biblioteca Nacional da Espanha, em Madri. Com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a mostra propõe uma inversão da lógica tradicional das galerias de arte ocidentais. A partir de uma seleção de paisagens de museus espanhóis sobrepostas a textos, Gamarra articula narrativas que tensionam questões como migração, racismo e extrativismo. A mostra coloca em primeiro plano a migração como eixo central para refletir sobre os processos de construção da história da arte e suas relações com as antigas colônias.
Luciano Figueiredo participa da exposição Von Stadt zu Stadt: Europäische Kunst im Dialog, no Rathaus-Arthaus Weimar, na Alemanha. Representando a cidade francesa de Blois, o artista exibe pinturas em relevo sobre tela e jornal, nas quais dialoga com a linguagem da Bauhaus por meio de transparências, sobreposições e recomposição de sinais. A mostra reúne obras de seis cidades parceiras de Weimar, propondo um intercâmbio sobre identidade e pertencimento na Europa contemporânea.
Tiago Sant’Ana participa da exposição Brésil Illustré: l’héritage post colonial de J.B. Debret, em cartaz na Maison de l’Amérique latine, em Paris. A mostra propõe um diálogo entre as representações do Brasil feitas por Jean-Baptiste Debret no século XIX e interpretações contemporâneas de artistas brasileiros.
Em Refino #3 e Refino #4, Tiago Sant’Ana revisita a iconografia do trabalho negro nos sistemas coloniais, tomando Debret como ponto de partida para tensionar, estranhar e interferir nas historiografias do Brasil. No trabalho, o açúcar aparece como elemento simbólico que simultaneamente apaga a reprodução da violência e revela a brutalidade do processo colonial, chamando atenção para sua persistência na construção de desigualdades sociais. Entre apagamento e revelação, o artista propõe uma arqueologia do açúcar e de suas marcas no presente.
Luiz Braga participa da exposição “Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP”, no Museu de Arte de São Paulo. A mostra apresenta 74 obras do acervo em diálogo com fotografias e documentos que percorrem mais de sete décadas da instituição. Entre elas, “Rapaz e cão em Carananduba” (1990), inserindo o cotidiano amazônico na narrativa visual que reflete sobre como o museu formou sua coleção, expandiu sua arquitetura e se consolidou como referência para o debate público sobre arte no Brasil. A exposição segue em cartaz até 3 de agosto de 2025.
Luiz Braga participa de Amazonie – La vie au bord du fleuve, uma das três mostras fotográficas que compõem a programação do projeto Paris Plages 2025, realizado pela Prefeitura de Paris. Ao longo de cinquenta anos, o fotógrafo registra a vida ribeirinha amazônica com atenção ao cotidiano e à cultura popular; o uso expressivo da cor conduz essa seleção, ressaltando identidade e diversidade locais.
A exposição integra um conjunto que apresenta perspectivas contemporâneas sobre Amazônia, comunidades indígenas e questões ambientais, convidando o público parisiense a refletir sobre temas regionais de alcance universal.
Com curadoria de Luís Pinto Nunes, a Kubikgallery convida a Galeria Leme para participar na exposição coletiva Ambient Threads, no piso 1 do Espaço Museológico Museu do Arroz, na Comporta, Portugal.
Participam da mostra: Ana Almeida Pinto, Flávia Vieira, Gabriel Giucci, Gonçalo Sena, Horácio Frutuoso, Isabel Carvalho, Mila Mayer, Mónica de Miranda, Pedro Barateiro, Pedro Paiva, Pedro Tudela, Raphael Tepedino, Sandra Gamarra Heshiki, Tiago Sant’Ana e Vasco Futscher.
A mostra “Después de todo. Fotografía en la Colección Helga de Alvear” está em exibição no Espacio Cultural Serrería Belga, em Madrid, durante o PHotoESPAÑA 2025. Reunindo imagens que documentam cem anos de rupturas e renascimentos na Europa, a exposição percorre três marcos históricos — a 1ª Guerra Mundial, a crise industrial iniciada em 1950 e a queda do Muro de Berlim — para refletir sobre arquitetura, memória e transformação urbana.
A partir do acervo Helga de Alvear, as obras de Candida Höfer e Frank Thiel concentram-se em interiores, fachadas e espaços industriais, evidenciando a tensão entre registro documental e construção de imagem num continente que se refaz continuamente.
Em cartaz a exposição individual de Candida Höfer no Hessisches Landesmuseum Darmstadt. A mostra reúne grandes formatos com retratos de interiores de edifícios públicos, além de séries mais recentes, nas quais a artista explora, entre outros elementos, sistemas de iluminação provisórios.
A fotógrafa entende suas imagens não como registros arquitetônicos, mas como retratos de espaços que revelam sua função e importância cultural. Com uma trajetória de mais de cinco décadas, Candida Höfer é uma das principais representantes da Escola de Düsseldorf. Seu trabalho foi amplamente reconhecido, tendo recebido, em 2024, o Käthe-Kollwitz-Preis, concedido pela Akademie der Künste, em Berlim.
Candida Höfer participa da exposição Civilization: The Way We Live Now, no Kunsthalle München, na Alemanha. A mostra reúne mais de 200 obras de fotógrafos internacionais que investigam como as sociedades contemporâneas constroem, organizam, consomem e se conectam.
Dividida em oito núcleos temáticos, a exposição apresenta imagens que percorrem temas como habitação, ambiente urbano, trabalho, lazer, transportes, fluxos de informação e coletividade. A fotografia de Candida Höfer dialoga com essas questões por meio de suas composições meticulosas de espaços arquitetônicos que revelam estruturas sociais e culturais contemporâneas.