Sandra Gamarra Heshiki participa da exposição “Jangueando: Recent Acquisitions, 2021–2025”, em cartaz no El Museo del Barrio, em Nova York até 2026. A mostra reúne cerca de quarenta obras recentemente incorporadas à coleção permanente do museu, refletindo sobre espaços de encontro, solidariedade e modos alternativos de estar juntos.
A Galeria Leme abre seu espaço como um ateliê público, convidando visitantes a acompanharem o processo criativo dos artistas Jorge Enciso e Gabriela Giroletti em tempo real. O projeto desloca o foco do objeto final para o fazer artístico, humanizando a produção e reafirmando a importância do encontro presencial.
Durante o período, o público poderá observar a argila de Jorge Enciso transformar-se em objetos cerâmicos, enquanto as telas em branco de Gabriela Giroletti ganham forma através de seu universo abstrato. A cada visita, uma nova configuração se apresenta, reforçando a ideia de que a obra é um organismo vivo em constante transformação.
Horário: Seg–Sex 9h-18h
Em 1º de novembro de 2025, a exposição Floresta de Infinitos foi inaugurada na Casa das Histórias de Salvador, integrando o Novembro Salvador Capital Afro. Com curadoria de Ayrson Heráclito, Marcelo Campos, Thais Darzé e Tiganá Santana, a mostra reúne 16 artistas, entre eles Tiago Sant’Ana, em um ambiente imersivo com bambus, projeções e paisagens sonoras que abordam crise climática, ancestralidade e resistência dos povos da floresta.
Primeira panorâmica dedicada a Sandra Gamarra Heshiki reúne cerca de 80 obras produzidas em 25 anos. Desde os anos 1990, a artista desenvolve uma crítica institucional, evidenciada pelo museu fictício LiMac. Por meio da apropriação de pinturas e esculturas, sobretudo coloniais, utiliza a “réplica” para questionar narrativas e a neutralidade museológica. A mostra, organizada com o Museu de Arte de Lima, também problematiza a cronologia tradicional dos museus latino-americanos.
Adiar o fim do mundo é uma exposição de caráter político, poético e reflexivo, que reúne trabalhos de diversos artistas em torno de temas urgentes como a crise climática, a devastação ambiental, os impactos do colonialismo, o racismo estrutural e os saberes dos povos originários. Com curadoria de Ailton Krenak e Paulo Herkenhoff, a mostra integra a programação da FGV Arte e se inspira no pensamento de Krenak para propor uma reflexão crítica sobre os rumos da humanidade. Nesse contexto, destaca-se a participação do artista Luiz Braga, cuja obra dialoga com questões de território, identidade e modos de vida, contribuindo para a dimensão sensível e crítica da exposição.
Debret em questão – olhares contemporâneos revisita criticamente o legado de Jean-Baptiste Debret, em especial a obra Voyage pittoresque et historique au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil), a partir do olhar de uma geração efervescente de artistas contemporâneos em atividade no país. Confrontando os séculos XIX e XXI, França e Brasil, a pintura histórica e as novas mídias, a exposição propõe um diálogo entre passado e presente, problematizando imagens, narrativas e construções históricas. Nesse contexto, destacam-se as participações de Sandra Gamarra Heshiki e Tiago Sant’Ana, cujas pesquisas tensionam criticamente os legados coloniais e os modos de representação histórica. Com curadoria de Jacques Leenhardt e Gabriela Longman, a mostra integra a Temporada França–Brasil 2025, celebrando os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países, após ter sido apresentada em versão mais sucinta na Maison de l’Amérique Latine, em Paris.
Heloisa Hariadne participa da exposição Ancestral: Afro-Américas, no CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Beatriz Almeida e Lauren Haynes e direção artística de Marcello Dantas, a mostra reúne mais de 100 obras que exploram a diáspora africana e suas influências nas artes visuais dos dois países.
Ancestral dialoga com artistas afro-brasileiros e afro-americanos em celebração ao bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. A exposição aborda temas como corpo, sonho e espaço, promovendo reflexões sobre identidade afro-americana e arte decolonial. O trabalho de Heloisa Hariadne se soma a uma seleção de artistas que celebram as raízes africanas e sua relevância na construção de um novo olhar sobre a arte contemporânea.
A exposição Complexo Brasil propõe uma travessia crítica pela cultura brasileira, reunindo obras de arte, vídeos, peças musicais e documentos que investigam as relações históricas entre Brasil e Portugal. Com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Britto e Guilherme Wisnik, e projeto expográfico de Daniela Thomas, a mostra ocupa as duas galerias do edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Neste contexto, a participação de Tiago Sant’Ana se destaca por sua pesquisa voltada à memória, à ancestralidade afro-brasileira e às relações entre corpo, território e história, em diálogo direto com os eixos conceituais da exposição.
A exposição “Luiz Braga – Arquipélago Imaginário” apresenta 258 fotos, sendo 190 inéditas, com uma leitura ensaística de 50 anos de carreira do fotógrafo paraense. Sem caráter retrospectivo, destaca a intimidade, o cotidiano e a escuta como eixo poético do artista. O Marajó e os saberes populares são protagonistas das narrativas visuais. A mostra evidencia o olhar sensível e singular de Braga sobre o Brasil profundo.
Após sua apresentação no Pavilhão da Espanha na 60ª Bienal de Veneza, o projeto Pinacoteca Migrante, de Sandra Gamarra, chega agora à Biblioteca Nacional da Espanha, em Madri. Com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a mostra propõe uma inversão da lógica tradicional das galerias de arte ocidentais. A partir de uma seleção de paisagens de museus espanhóis sobrepostas a textos, Gamarra articula narrativas que tensionam questões como migração, racismo e extrativismo. A mostra coloca em primeiro plano a migração como eixo central para refletir sobre os processos de construção da história da arte e suas relações com as antigas colônias.