VIEWING ROOM

SP-ARTE 2023

29/03/2023 - 02/04/2023

A Galeria Leme ocupa o estande D7 na SP-Arte 2023.
Com abertura dia 29 de março, a feira segue até 02 de abril no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera.Neste ano, a Galeria apresenta um recorte de obras inéditas e recentes de seus artistas representados, criando um diálogo entre as diversas formas, cores e técnicas artísticas.

Natureza morta com laranjas/ Bodegón con naranjas, 2023

Natureza morta com laranjas/ Bodegón con naranjas, 2023

Ana Elisa Egreja

Ana Elisa Egreja
Óleol, tecido e madeira sobre tela
130 x 161 x 4 cm
Vendido
Um dia de vento redesenha na memória partes da casa da praia, 1972- 2023

Um dia de vento redesenha na memória partes da casa da praia, 1972- 2023

Evandro Carlos Jardim

Evandro Carlos Jardim
Têmpera e colagem sobre linho
53,5 x 62 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request
Se não anoitece, anoiteço eu, 2022

Se não anoitece, anoiteço eu, 2022

Felipe Rezende

Óleo sobre lona de caminhão
146 x 113 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request
No meu céu ainda brilham estrelas, 2023 | Flávio Cerqueira

No meu céu ainda brilham estrelas, 2023 | Flávio Cerqueira

Flávio Cerqueira

Bronze
Ed: 5 + 2 P.A.
232 x 52 x 80 cm
Vendido

A escultura No meu céu ainda brilham estrelas, dá continuidade a uma série de trabalhos que venho produzindo ao longo dos últimos anos, em que exploro o objeto livro como elemento central para propor narrativas que dialogam com a ideia de educação e a tentativa de ressignificar ou até mesmo de recontar histórias entendidas como oficiais.

Nesta obra, reflito sobre a ideia de esperança. Como acontece na maioria dos meus trabalhos, é difícil dissociar a minha origem periférica que, de certo modo torna o assunto da minha pratica artística. Entendi desde sempre que a educação é o melhor caminho para acesso a melhores oportunidades de ascensão social, cultural e econômica, principalmente para pessoas que vem de classes sociais menos privilegiadas.

Infelizmente, nem todas as pessoas acabam tendo essa oportunidade, pois muitos precisam abandonar seus estudos por falta de dinheiro, uma gravidez indesejada, pouco suporte emocional e psicológico familiar e incentivo para crer na educação como ferramenta de mudança.

A escultura se apresenta como a figura de uma jovem de pé, em cima de uma cadeira de escola pública. Seus braços estão eretos e segurando um livro onde não podemos observar qual o assunto que ele aborda, mas que, de maneira simbólica e alegórica carrega suas histórias e as histórias de muitos outros que foram interrompidas.

O livro contém 27 furos que transpassam a sua superfície de bronze, possibilitando que possa visualizar o outro lado do livro. Cada furo representa um estado brasileiro, mais o Distrito Federal, enfatizando que essas histórias se repetem por todo o território nacional.

De maneira poética, a luz pode penetrar por entre esses buracos, criando uma constelação, uma luz no fim do túnel e uma esperança que mesmo com tantos obstáculos no meu/nosso céu ainda brilham estrelas.

Estudo para No meu céu ainda brilham estrelas, 2023

Estudo para No meu céu ainda brilham estrelas, 2023

Flávio Cerqueira

Flávio Cerqueira
Bronze
Ed: 10 + 2 P.A.
33 x 38 x 2 cm
Vendido
Sem hora para voltar, 2023

Sem hora para voltar, 2023

Flávio Cerqueira

Flávio Cerqueira
Bronze
Ed: 10 + 2 A.P.
33 x 38 x 2 cm
Vendido

A prática do desenho nunca esteve presente no meu fazer artístico, talvez por conta dos julgamentos entre certo e errado que me eram feitos quando ensaiava meus primeiros passos nas artes visuais. Isso já não acontecia quando um bloco de argila estava em minhas mãos, me desprendia dessas ideias.

Este ano comecei a pensar sobre outras possibilidades de anotações, e passei a cobrir de massa placas de madeira que estavam espalhadas pelo meu ateliê. Essas placas começaram a dar forma a pequenos relevos, quesurgem como um possível desdobramento do meu trabalho.

Estudo para o meu céu ainda brilham estrelas, como o próprio nome diz, é um estudo em baixo relevo para uma escultura de grande formato que leva o mesmo nome.

Neste caso, o exercício da modelagem consiste em potencializar a tridimensionalidade do desenho, antes bidimensional, ao projetá-lo no espaço. O espectador é sempre peça fundamental na minha produção, pois existe uma constante tentativa de que ele/ela faça parte da ação proposta na escultura. Essa é uma das razões pela qual a imagem está de costas com o livro erguido, em um gesto de compartilhamento do conteúdo.

Sem hora para voltar é um baixo relevo em bronze em que exploro as qualidades tanto pictóricas como escultórica no modelado da imagem. O casal retratado, parte de uma observação do percurso entre o meu ateliê e a universidade onde leciono.

Os dois adolescentes com uma mochila nas costas em seu caminho, supostamente para a escola, estavam ali compondo a paisagem urbana deste percurso.

As câmeras de segurança indicam que estão sendo observados/vigiados, uma sensação constante que somos/estamos submetidos no nosso cotidiano nos dias atuais, como se estivéssemos dentro de um reality show da nossa própria existência.

Barba e Pescoço [Arroio Korá], 2022

Barba e Pescoço [Arroio Korá], 2022

Frederico Filippi

Frederico Filippi
Navalha em aço inox, osso, madeira imbuia, veludo e impressão
Edição: 5 + P.A.
aberta - 13 x 40,5 x 30,5 cm | fechada - 18,5 x 40,5 x 2,5 cm
Vendido
Amar só sei falar de amor e desde então nunca faltou, 2023

Amar só sei falar de amor e desde então nunca faltou, 2023

Heloisa Hariadne

Heloisa Hariadne
Acrílica e bastão de óleo sobre tela
192,5 x 131 cm
Vendido

Os trabalhos da série Barba e Pescoço são três navalhas em forma de territórios Guarani, mais especificamente Djaiko Ati, Ka’Agy Hovy e Arroio Korá. A morfologia das lâminas se deforma para encontrar estes territórios.

As navalhas repousam em um berço de veludo vermelho montados em estojos de madeira, especificamente Imbuia, uma espécie endêmica desses territórios. Os cabos das navalhas são feitos em osso, com detalhes em latão, e as lâminas em aço inox.

Juntamente aos estojos, acompanham desenhos de frente e verso de uma preparação para o feitio da barba e no verso a imagem da degola. As imagens abordam a intimidade entre a confiança e o ataque, a iminência da lâmina entre o encontro de duas matrizes distintas de vida: os bandeirantes invasores e suas barbas e a potencialidade da vingança. Encapsulados em um estojo tal qual os que guardam joias e itens antigos, a exibição da navalha de Barba e Pescoço ali, deitada e imóvel, convida para o que podem ter sido estes encontros nos anos que formaram as invasões das malocas.

Porta da noite, 2013

Porta da noite, 2013

Luiz Braga

Luiz Braga
Pigmento sobre papel fotográfico de algodão
Edição: Ed. 5 + 2 P.A.
70 x 105 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request

Desde 2008, tenho feito intensas incursões a ilha de Marajó e lá aprofundado essa relação de cumplicidade e afeto. Em janeiro de 2012, estive em uma comunidade quilombola chamada de Pau Furado, onde tirei esta foto. O que me atraiu nessa imagem é o respeito que os filhos nutrem pela figura do pai. É importante ressaltar que este respeito nada tem a ver com o patriarcado, pois as mulheres têm protagonismo nessas comunidades. A luz um pouco velada também é uma peculiaridade que gostei: Uma luz baixa, diferente das feéricas, que estão em muitas das minhas obras

Pele litoral, 2022

Pele litoral, 2022

Marcia de Moraes

Marcia de Moraes
Grafite e lápis de cor sobre papel
135 x 166,5 cm
Vendido
Sem Título, 1990_2022

Sem Título, 1990_2022

Osmar Dalio

Osmar Dalio
Aço Corten 1/4 polegada
Ed 3 + 2 PA
30,5 x 37,5 x 14,5 cm
Vendido
Rachadura 03 (da pesquisa Um barco feito para afundar), 2022

Rachadura 03 (da pesquisa Um barco feito para afundar), 2022

Rebeca Carapiá

Rebeca Carapiá
Cobre e esmalte sintético sobre tela
90 x 60 cm
Vendido
Rachadura 02 (da pesquisa Um barco feito para afundar), 2022

Rachadura 02 (da pesquisa Um barco feito para afundar), 2022

Rebeca Carapiá

Rebeca Carapiá
Cobre e esmalte sintético sobre tela
90 x 60 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request
A Irlandesa, 2023

A Irlandesa, 2023

Rodrigo Bivar

Rodrigo Bivar
Óleo sobre tela
200 x 150 cm
Vendido
Dora, 2023

Dora, 2023

Jessica Mein

Jessica Mein
Linhas de algodão e tinta acrílica
109 x 59 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request

Nos últimos quatro anos, como parte de um processo natural de desenvolvimento da minha própria pesquisa nas artes visuais, eu passei a investir justamente no estudo da fase inicial do meu objeto de estudo principal, ou seja, na confecção dos tecidos. Morando em Buenos Aires (Argentina) desde 2016, senti a necessidade não apenas de resgatar as práticas ancestrais de produção têxtil, inevitavelmente associadas à afetividade da memória e das tradições culturais que carregam, mas também combiná-las a um conhecimento próximo de minha realidade atual. Foi então que resolvi estudar o aspecto mais básico do método de tecelagem do calchaquí Andino, também tradicionalmente executado no Noroeste da Argentina.

Trata-se de uma metodologia ritmada pelo tempo, que utiliza fios de algodão para construir estruturas, que posteriormente comecei a usar de suporte para a tinta. A pintura nesse momento aparece como uma forma de resgate de uma prática esquecida por mim há mais de vinte anos, além de uma maneira de experimentar com o desenho e o tingimento dos fios, que me permitem entender como a porosidade do material recebe cada cor. Dessa investigação surgiu a série Elas, um conjunto muito pessoal de retratos abstratos – presentes, homenagens – de mulheres que, de alguma forma, influenciaram a minha vida e a minha prática.

Querían brazos y llegamos personas XIII, 2022

Querían brazos y llegamos personas XIII, 2022

Sandra Gamarra

Sandra Gamarra
Pigmento natural e óleo sobre tela
100 x 120 cm
Vendido

Como descreve a historiadora de arte mexicana Ilona Katzew, a partir de 1760, o surgimento de teorias taxonômicas e estudos botânicos no século XVIII também se transferiu para a pintura de casta. Além das tipologias raciais, posições sociais e ofícios, os alimentos, a flora e a fauna das Américas são sistematicamente incluídos como exemplo de sua abundância. É o caso das 16 pinturas realizadas por volta de 1770 pelo pintor pueblano José Joaquín Magón. Gamarra Heshiki reproduz a série destacando as flores, frutas e os braços das mulheres representadas. A frase Querían brazos y llegamos personas [Queriam braços e entregamos pessoas], que dá título à série, foi pronunciada em várias ocasiões pelas mulheres que compõem o Territorio Doméstico, uma associação de trabalhadoras domésticas na Espanha. Essa fala funciona como um eco no presente que aponta para o caráter desumanizador das práticas de servidão, vigentes nas relações com mulheres racializadas que realizam trabalhos de cuidado no âmbito doméstico.

Retrato em magenta e marrom van Dyke, 2023

Retrato em magenta e marrom van Dyke, 2023

Tiago Sant'Ana

Tiago Sant'Ana
Acrílica sobre tela
40 x 30 cm
Vendido
Retrato em amarelo e violeta, 2023

Retrato em amarelo e violeta, 2023

Tiago Sant’Ana

Tiago Sant’Ana
Acrílica sobre tela
40 x 30 cm
Vendido

As obras apresentadas pelo artista Tiago Sant’Ana são uma continuação da sua pesquisa em pintura, principalmente, investigando a linguagem do retrato – técnica amplamente esmiuçada na História da Arte. Sant’Ana, no entanto, traz ao centro de suas telas intersecções entre masculinidade e negritude, subjetividades que foram, muitas vezes, representadas de maneira estereotipada. Para os trabalhos da SP-Arte, o artista compôs dois retratos que possuem em comum a estratégia de utilizar somente dois pigmentos distintos como base para a sua feitura – fato esse que fica explicitado pela escolha dos títulos dos trabalhos. Assim, o artista chama a atenção não apenas para a história e o conceito que está subjacente aos seus retratos, mas também acentua a sua experimentação técnica.

20220906, 2022

20220906, 2022

Zilvinas Kempinas

Zilvinas Kempinas
Acrílica líquida sobre papel
131 x 106 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request
20220905, 2022

20220905, 2022

Zilvinas Kempinas

Zilvinas Kempinas
Acrílica líquida sobre papel
131 x 106 cm
R$ Sob Consulta US$ On Request

BC Drawings é uma série de trabalhos em papel, feitos com água, nanquim e tinta acrílica. Nela, o artista utiliza uma corrente metálica como ferramenta de desenho. A técnica permite que a gravidade e a inércia cinética da corrente sejam utilizadas para traçar linhas, marcas e formas de natureza extremamente dinâmica. Cada desenho é resultado de uma escuta atenta da materialidade e do acaso, permitindo que forças externas guiem o processo. Desencadeados pela guerra na Ucrânia, os desenhos são impulsivos, fruto de um estado emocional vivenciado pelo artista no momento de sua produção, como uma descarga elétrica, que deixa um rastro, um registro, uma marca. As nuances da tinta aguada lembram sumiês, insinuando matas e elementos naturais cobertos pela bruma. Entramos neste ambiente misterioso e desconhecido com cautela: Algumas formas evoluem aparentemente do nada, enquanto outras desaparecem, quebram e estilhaçam conforme aprofundamos nosso olhar. Alguns desenhos nos permitem encontrar espaços de silêncio. Outros parecem explosões ou um incêndio selvagem. Idiossincráticos por natureza, eles parecem se sobrepor e se estender à medida que o público caminha pelo espaço expositivo, como frames do mesmo filme.