Galeria Leme

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Works on paper | Zilvinas Kempinas

29.09.22 _ 12.11.22

A Galeria Leme tem o prazer de apresentar Works on Paper, exposição individual do artista lituano Zilvinas Kempinas. A mostra exibe obras inéditas, reunindo mais de 40 desenhos e uma instalação. A exposição abre dia 29 de setembro, às 19 horas e permanece em cartaz até 12 de novembro de 2022.

BC Drawings é uma série de trabalhos em papel, feitos com água, nanquim e tinta acrílica. Nela, o artista utiliza uma corrente metálica como ferramenta de desenho. A técnica permite que a gravidade e a inércia cinética da corrente sejam utilizadas para traçar linhas, marcas e formas de natureza extremamente dinâmica. Cada desenho é resultado de uma escuta atenta da materialidade e do acaso, permitindo que forças externas guiem o processo. Desencadeados pela guerra na Ucrânia, os desenhos são impulsivos, fruto de um estado emocional vivenciado pelo artista no momento de sua produção, como uma descarga elétrica, que deixa um rastro, um registro, uma marca. As nuances da tinta aguada lembram sumiês, insinuando matas e elementos naturais cobertos pela bruma. Entramos neste ambiente misterioso e desconhecido com cautela: Algumas formas evoluem aparentemente do nada, enquanto outras desaparecem, quebram e estilhaçam conforme aprofundamos nosso olhar. Alguns desenhos nos permitem encontrar espaços de silêncio. Outros parecem explosões ou um incêndio selvagem. Idiossincráticos por natureza, eles parecem se sobrepor e se estender à medida que o público caminha pelo espaço expositivo, como frames do mesmo filme.

Os desenhos foram instalados em duas fileiras monumentais, uma sobre a outra, permitindo que o público estabeleça uma conexão física com as obras, onde a fileira inferior aparece abaixo da linha dos olhos e a segunda se estende acima da cabeça.

Ao fundo da galeria, dois pedaços de papel em branco giram em desvario, impulsionados por uma forte corrente de vento sob um grande ventilador industrial. Envoltos por um fundo preto, eles se movem ora como se estivessem dançando, ora como se estivessem girando e lutando, e ocasionalmente batem uns nos outros emitindo um som alto e violento. Suas formas retangulares entram e saem do foco de luz, lançando sombras no chão, como se tudo estivesse acontecendo em um palco de teatro. Seus movimentos são imprevisíveis, embaralhados por turbulências, mas suas cordas sempre se desenlaçam, e a luta parece não ter fim.