Germana Monte-Mór participa de "Revolta em preto e branco", exposição com curadoria de Max Perlingeiro e Shannon Botelho, em cartaz de 11 de setembro a 21 de novembro de 2026 na Pinakotheke Cultural, na Rua São Clemente, 300, em Botafogo, Rio de Janeiro.
A mostra revisita um episódio decisivo da arte brasileira: o Salão Preto e Branco de 1954, realizado no Palácio Capanema. Diante das restrições à importação de materiais artísticos, como tintas, pigmentos e telas, artistas como Iberê Camargo, Milton Dacosta e Djanira transformaram o salão em um protesto coletivo, apresentando obras feitas inteiramente em preto e branco. Mais do que uma escolha estética, a ausência de cor tornou-se uma reivindicação por melhores condições de trabalho e um gesto de afirmação dos artistas diante do poder público.
Reunindo 61 obras de 50 artistas, entre elas oito que estiveram no salão original, além de documentos, fotografias e jornais da época, a exposição aproxima esse momento histórico do presente. É nesse diálogo que se insere a participação de Germana Monte-Mór, que integra o núcleo dedicado a artistas contemporâneos e às questões que o gesto de 1954 ainda suscita hoje.
A artista Heloisa Hariadne participa da 16ª Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, integrando "Devorações do Amanhã – Brasil em rebento", o primeiro Pavilhão do Brasil na história do evento. Com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, a mostra reúne 35 artistas que, a partir do pensamento antropofágico, revisitam heranças culturais para imaginar futuros possíveis. Hariadne desenvolveu sua obra durante residência em Seul, explorando corpo, memória, natureza e ancestralidade. De 5 de setembro a 15 de novembro, no Gwangju History & Folk Museum.
A exposição “Tempos Fraturados”, realizada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo — MAC USP, em São Paulo, revisita a coleção permanente do museu a partir de questões históricas, políticas e sociais dos séculos 20 e 21. Com destaque para a participação de Luiz Braga, representado por fotografias que valorizam paisagens, cores e cotidianos brasileiros, a mostra reúne cerca de 300 obras do acervo e se organiza em núcleos como Resistência, Êxodo, Retrato, Apropriação e Violência. A exposição é de longa duração, iniciada em 18 de março de 2023, com previsão de permanência por cinco anos.
A exposição “Mais Belo é o Rio que Corre”, realizada pelo Centro Cultural Sesc Quitandinha, tem curadoria de Marcelo Campos e curadoria assistente de Rodrigo Duarte. A mostra reúne obras de cerca de 40 artistas sul-americanos em diferentes linguagens, com participação da artista Sandra Gamarra, propondo reflexões sobre águas, confluências, urgências ambientais e continuidades na América Latina.
A exposição “Die Welt im Geld – Globale Ereignisse im Spiegel Frankfurter Finanzobjekte”, realizada no Historisches Museum Frankfurt, em Frankfurt, apresenta a história da globalização a partir de moedas, medalhas, ações, notas e outros objetos financeiros ligados à cidade. A mostra conta com a participação do artista brasileiro Tiago Sant’Ana e aborda temas como colonialismo, poder, memória, desigualdade e circulação de riqueza.
Luiz Braga na Paris Photo 2026, uma das principais feiras internacionais dedicadas à fotografia e à imagem. Realizada de 12 a 15 de novembro, no Grand Palais em Paris, a 29ª edição celebra o bicentenário da fotografia. Reconhecido por construir um olhar singular sobre a Amazônia, Braga transita entre o documental e o abstrato, explorando a luz equatorial, as cores vibrantes e a vida cotidiana da região. Sua participação reafirma a relevância de uma produção que amplia as possibilidades de representação da paisagem e da cultura amazônicas no cenário internacional atual.