Galeria Leme

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ATLAS Marcelo Moscheta

22.02.11 _ 02.04.11

Atlas, 2011

A Galeria Leme apresenta a segunda individual do artista Marcelo Moscheta. Na mostra intitulada Atlas a busca constante que o artista faz pela reconstrução de uma paisagem total caminha para questionamentos caros à geografia, à geologia e à cartografia. Sabendo que os limites do mundo conhecido se estendem para além dos paralelos e meridianos do planeta, Moscheta questiona quais de nossas ações determinam a importância de certos lugares, quais delas os fazem convergir de territórios em paisagens? E é sobre essa idéia de junção entre a memória do lugar e as construções formais, que se apoiam as obras da exposição, mesclando diagramas, maquetes e números para criar suas novas ferramentas topográficas.

A instalação Atlas, que dá nome à exposição, 8 desenhos de planetas do sistema solar são reproduzidos em sua proporção entre si e tendo um cabo de aço como elemento de sustentação do conjunto junto à parede da galeria, remetendo assim à condenação do titã grego, tendo todo o universo para manter em equilíbrio.

A idéia de sustentação do mundo também marca as obras Valsassina, Terminillo e Pouliguen. Imagens retiradas de cartões postais antigos servem como referência para o desenho aplicado de grafite sobre as chapas negras de PVC expandido. Duas montanhas (em Valsassina e em Terminillo, na Itália) e uma caverna (em Pouliguen, França) são apoiadas em pedras no chão, sendo sustentadas não na verticalidade da parede da galeria, mas nas rochas que parecem pertencer à paisagem original, configurando uma frágil relação de equilíbrio entre o lugar e sua figuração. Imagens que viajaram através do tempo em cartões turísticos e que habitam o imaginário de quem nunca lá esteve acentuam uma relação icônica e romântica que temos com certos lugares.

Na série de fotografias Parallax, imagens de grãos de areia e terra simulam paisagens de um outro planeta. Na ótica, Parallax é o nome que se dá ao efeito do deslocamento visual ou da diferença na posição aparente de um objeto visto através de dois pontos de vista. Nesta obra, os cálculos e escalas falsas acrescentadas às imagens (reais) da areia criam um efeito de deslocamento da percepção para um universo de imagens divulgadas pela NASA de outros planetas, verdadeiros arquétipos do lugar.

Segundo o artista, “Os problemas de escala e de posicionamento frente ao lugar, pertencem à vontade de criar um método para confrontar o racionalismo quantificador a um romantismo exploratório, uma frieza conceitual a um lirismo nômade” e assim ele segue, criando as suas cartografias subjetivas e redesenhando no mundo o seu e o nosso lugar.

Marcelo Moscheta (São José do Rio Preto, SP, Brasil, 1976), vive e trabalha em Campinas, SP, Brasil
Mostras individuais recentes : CONTRA.CÉU – Capela do Morumbi,SP  (2010); MARE INCOGNITUM – Centro Universitário Mariantonia ,SP (2010);TERRA INCOGNITA – Galleria Riccardo Crespi, Milão (2009); GRAVITY – Galeria Leme, SP  (2009) ; Latitude – Galerie Anita Beckers, Frankfurt(2008)

Mostras coletivas recentes : REALISM: ADVENTURE OF REALITY – Kunsthalle der Hypo Kulturistifung,  Munique (2010);  CONVIVÊNCIAS – Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre(2010); Ponto de Equilíbrio, Instituto Tomie Ohtake, SP (2010) ; XV Bienal de Cerveira, Portugal ( 2009 ) ; Paralléles  // 22°S – 50°N, Museum of Fine Arts of Verviers, Belgium; ( 2009).

Prêmios e Bolsas: Categoria júri popular no Prêmio Pipa – MAM-Rio de Janeiro (2010) ; Bienal de Gravura de Liège, Bélgica (2009); Bolsa Iberê Camargo para a École des Beaux-Arts de Rennes, França  ( 2007 ) .