Tiago Sant’Ana participa de exposição coletiva no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Intitulada Crônicas Cariocas, a mostra busca contar histórias da cidade de cunho popular, valorizando ensinamentos e perspectivas contra-hegemônicas. Com curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan, Luiz Antônio Simas e Conceição Evaristo, a exposição fica em cartaz até 31 de julho de 2022.

Nesta mostra, o artista Tiago Sant’Ana participa com duas obras: Rota de Fuga e O sol sempre nasce por Guiné. Rota de Fuga consiste em uma bandeira azul escuro, na qual se lê a frase bordada em letras brancas: “A linha do mar sempre está na altura dos seus olhos”. Se no sentido literal a frase apresenta uma afirmativa verdadeira – já que este efeito ótico realmente acontece – do ponto de vista metafórico o artista traz a imagem da linha do horizonte como uma possibilidade de liberdade. “Mesmo dentro de um cativeiro, ao recordar sua memória atlântica, o mar vai continuar na linha dos olhos e a ideia síntese é exatamente essa memória do mar, que poderia ser utilizada como uma rota de fuga”. 

Na videoarte O sol sempre nasce por Guiné, o artista trabalha com três camadas: as imagens do mar, o texto e a trilha sonora, que ora traz a maciez do mar, ora a impiedade do sol. Segundo Tiago: “No vídeo, o sol é entendido como um dado natural, que indica que quando ele nasce, ele aponta para Guiné. Guiné seria essa terra originária, da qual seus descendentes possuem forte sentimento de saudade, principalmente quando vêem o sol”.

Mais informações acesse o site do Museu de Arte do Rio.