Galeria Leme

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Paul Hosking Paul Hosking

07.01.05 _ 08.06.05

Bone Burst, 2005

Leme tem o prazer de apresentar a exposição individual do artista inglês Paul Hosking

Paul Hosking, Inglaterra – Esta será a maior e mais ambiciosa mostra de Hosking realizada até hoje, composta por esculturas lacônicas e soltas e uma série incomum de entalhes auto-iluminados. Uma estrutura de aço com centenas de ossos de plástico nela fixados, curiosos entalhes do sagrado e obsceno, o que parece ser a princípio estruturalmente e conceitualmente robusto, desintegra num absurdo mundo de novidades. Desde que foi selecionado como finalista para o Becks Futures Prize em 2002, que incluiu uma exposição no ICA em Londres, Hosking tem participado amplamente de exposições internacionais com mostras individuais em Londres e Los Angeles e muitas outras coletivas. Os projetos para 2005 incluíram uma grande escultura comissionada pelo The Economist Plaza em Londres, bem como coletivas em Bruxelas e Tokyo. O trabalho de Hosking tem sido mencionado em importantes publicações como Art Review, Modern Painters e The Independent.

” A Galeria Leme, projetada por Paulo Mendes da Rocha, não é um cubo branco neutro, mas uma poderosa estrutura em concreto, espaço e luz. É dura e não comprometedora, um espaço nada fácil para um artista.

O novo trabalho de Paul Hosking cria uma ressonância harmoniosa neste belo e difícil espaço. Ele compartilha e ecoa certas qualidades estéticas do espaço propriamente dito, ao mesmo tempo em que reflete as preocupações e ansiedades de sua própria geração de artistas. O trabalho é puro e elegante com referências ao Modernismo e Minimalismo, porém não é utópico e nem realista. O trabalho é humorístico ( ossos de brinquedo), rudimentar (plástico barato), auto-depreciativo (sobre estruturas, enquanto esconde a sua própria) e amedrontador (ossos). É simultâneamente grandioso e patético, absurdo e comovente.

Baseado na minha experiência, criar trabalhos verdadeiramente novos significa pegar algo que não se consideraria sério e descobrir nele um inesperado potencial. Para mim este trabalho de Paul Hosking tem essa qualidade.”

Michael Craig-Martin

Junho 2005