Galeria Leme

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Esteban Igartua

04.08.09 _ 05.09.09

Man 2, 2009

Os desenhos elaborados e rebuscados e as pinturas requintadas de Esteban Igartua descrevem um mundo que pode ser futuro, ou talvez passado. Estas obras trazem à mente uma espécie de purgatório, uma sensação de espera interminável, a impossibilidade de fuga.
Os aglomerados de seres humanos que sobrevivem em terras e encostas devastadas estão desesperados. As composições dessas obras são clássicas, mas referem-se a um mundo moderno dilacerado e amargurado, um lugar onde toda a inteligência humana é reunida apenas para permitir sua sobrevivência.
A habilidade no desenho é absorvente, e os detalhes destas minúsculas pinturas asseguram que nada falta ao espectador nas características e superfícies de cada face e membros. As cenas, embora totalmente produzidas a partir da imaginação do artista, são familiares, minuciosamente fabricadas; há uma ambivalência entre o horror e as relações humanas que são claramente formadas entre os personagens que habitam, às vezes apenas parcialmente desenhados, os trabalhos de Igartua.
Estas obras, onde imagens de traço intenso à lápis pairam no centro de uma folha de papel em branco, opondo-se ao seu vazio, fazem-nos tomar consciência do movimento da mão do artista, suas decisões ao iniciá-lo e terminá-lo.  As cabeças e as feições dos personagens, sozinhos ou  tão próximos um do outro que às vezes partilham a mesma forma (o corpo não-desenhado), são miniaturas. Possivelmente, venham de outro mundo, um mundo menor.

Lucy Byatt, curadora inglesa

Sobre o artista:

Esteban Igartua (Lima, Peru, 1974), vive e trabalha em Bristol.
É bacharel em artes plásticas pela Universidade Católica de Lima, graduado em artes plásticas pela Slade School of Art, na University College London, com mestrado em artes visuais pela Byam Shaw School of Art, em Londres.
Exposições recentes: The Culture Clash, Working Rooms, Londres; Prophet, Spike Island, Bristol; Timescapes, Blackpool Art Department, Blackpool (2008); 1000S . 7600W, Galeria Leme, São Paulo; Pranvere (Spring), National Gallery of Albania, Tirana (2007); Tertulia, The Arts Gallery, University of the Arts, Londres (2006); Pintura Natural, Galeria Frances Wu, Lima (2004); Bloomberg New Contemporaries, Cornerhouse, Manchester, e 14 Wharf Road, Londres; Did You Feed The Ducks?, 10 Vyner Street, Londres (2003).